- O PAN defende reforçar os mecanismos de transparência e combate à corrupção no poder local, após buscas da Polícia Judiciária envolvendo autarquias, sem diabolizar PS e PSD.
- Inês de Sousa Real, porta-voz, disse não conhecer os detalhes do caso e acredita que o PS irá colaborar para a descoberta da verdade.
- A operação da Polícia Judiciária envolve Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra, com cinco detenidos ligados à adjudicação de contratos por câmaras municipais e juntas de freguesia.
- O PS confirmou buscas na sede nacional da PJ, relacionadas com um trabalhador e não com o partido; a líder da Iniciativa Liberal referiu opacidade entre PS e PSD, mas o PAN considera essa leitura exagerada.
- Sousa Real defende fiscalização permanente, critica o fim do visto prévio do Tribunal de Contas e ressalva que casos de corrupção existem em todos os partidos; após reunião com a CIP, o PAN discutiu, entre outros, IRS Jovem, estágios, igualdade de género e ambiente laboral.
- Quanto à votação da proposta de alteração ao código laboral, a deputada indicou que ainda não está tomada, dependente de contributos da CIP e dos sindicatos.
A porta-voz do PAN defendeu fortalecer os mecanismos de transparência e combate à corrupção no poder local, após buscas da Polícia Judiciária envolvendo autarquias. Reforçou que não se deve diabolizar ou responsabilizar apenas dois partidos. O PSD também foi mencionado pela leitura de outros casos.
Inês de Sousa Real, em declarações à Lusa após reunião com o presidente da CIP, afirmou não conhecer os pormenores do caso, mas acredita na colaboração do PS para esclarecer a verdade. O PAN mantém foco na melhoria de instrumentos de controlo.
A operação da PJ decorreu em Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra, envolvendo adjudicação de contratos por câmaras e juntas de freguesia, com cinco detenções. O PS confirmou diligências relacionadas com um trabalhador, não com o partido.
Contexto e reação política
A deputada única do PAN comentou que a leitura de Mariana Leitão sobre opacidade no poder local é excessiva, defendendo uma abordagem de reforço institucional em nível nacional e municipal. A posição do PAN enfatiza fiscalização contínua.
Sousa Real assinalou reservas ao fim do visto prévio do Tribunal de Contas proposto pelo Governo, defendendo mecanismos de fiscalização sucessiva para evitar corrupção em câmaras. O PAN reconhece que casos existem em todos os partidos.
Sobre a reunião com a CIP, o PAN apresentou preocupações em áreas como IRS Jovem, estágios, igualdade de género, luto gestacional e adaptação do código do trabalho a fenómenos climáticos extremos e à morte de animais de companhia.
Quanto à votação da proposta de alteração do código laboral, a deputada indicou que ainda não há decisão tomada, esperando contributos da CIP e dos sindicatos para parecer final, com a posição do PAN de modificar o texto inicial.
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