- O presidente António José Seguro destacou como prioridade encontrar um denominador comum para melhorar o acesso aos cuidados de saúde e obter uma resposta conjunta para várias legislaturas, durante a apresentação do Índice de Saúde Sustentável em Lisboa.
- Seguro afirmou que o SNS não é de ninguém e pertence a todos os portugueses, e criticou o “jogo do passa culpas”, apelando a uma ação para facilitar o acesso aos cuidados.
- O chefe de Estado designou Adalberto Campos Fernandes como coordenador do pacto estratégico para a saúde, incentivando o combate ao conservadorismo na organização e gestão.
- A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, disse que o Governo ganha com um pacto na área da saúde, sublinhando que o Governo continuará a cumprir o programa e o cronograma.
- O Índice de Saúde Sustentável 2025/2026, elaborado pela Nova Information Management School, mostra um retorno económico de 10,2 mil milhões de euros, com nova componente de prevenção e uma classificação de 59,3 pontos numérica.
O presidente da República, António José Seguro, afirmou como prioridade encontrar um denominador comum para melhorar o acesso aos cuidados de saúde e obter uma resposta conjunta para várias legislaturas. O discurso encerrou a apresentação do Índice de Saúde Sustentável, em Lisboa.
Seguro destacou os desafios demográficos e a pressão sobre o SNS, sublinhando que o Serviço Nacional de Saúde não pertence a uma instituição ou grupo, mas a todos os portugueses. Apontou para a necessidade de combater o jogo do passa culpas e avançar com uma solução comum.
O Presidente designou Adalberto Campos Fernandes como coordenador do pacto estratégico para a saúde, e apelou a romper com o conservadorismo de organização e gestão. Enfatizou a importância de enfrentar a escassez de recursos humanos e a limitação financeira.
Desempenho do SNS e o novo índice
À saída, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, reiterou que o Governo ganha com um pacto na área da saúde, por promover convergência em matérias fundamentais. Disse que o Governo continuará a cumprir o programa e o seu cronograma.
O Índice de Saúde Sustentável 2025/2026, apresentado no Centro Cultural de Belém, integra uma atualização metodológica associada ao financiamento por capitação e inclui uma nova componente de prevenção. O estudo é elaborado pela Nova Information Management School (Nova IMS).
O documento indica que, no ano passado, o investimento no SNS gerou um retorno económico estimado em 10,2 mil milhões de euros, via redução de faltas ao trabalho e impacto na produtividade. Mantém, contudo, a cautela na comparação com o índice de 2025, dada a reconfiguração metodológica.
O índice atual situou o SNS em 59,3 pontos numa escala de 0 a 100. Contribuem para o resultado o aumento de despesa (+9,1%), a redução da dívida vencida (-31%) e a estabilização de alguns indicadores de qualidade, com queda na acessibilidade e a nova componente de prevenção.
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