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Seguro insiste em encontrar denominadores comuns no SNS

Presidente insiste em encontrar denominadores comuns para um Pacto de saúde, visando sustentabilidade do SNS e melhoria do acesso dos portugueses

Presidente participou numa conferência sobre a sustentabilidade da saúde
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  • O Presidente da República afirmou a urgência de encontrar denominadores comuns entre os atores políticos e setoriais para melhorar o acesso ao Serviço Nacional de Saúde (SNS, não se repetem siglas sem explicação).
  • Durante uma conferência sobre sustentabilidade da saúde, António José Seguro pediu cautela com generalizações negativas sobre o SNS e reforçou que a saúde depende das pessoas que nela trabalham.
  • Reconheceu dificuldades do SNS, como envelhecimento da população, organização e gestão conservadoras, problemas de recursos humanos e demoras no atendimento e em cirurgias, especialmente para idosos e pessoas com menor poder económico.
  • Destacou a insuficiência de médicos de família e a elevada pressão sobre profissionais de saúde, bem como a perceção de que 12% dos portugueses não conseguem comprar medicamentos devido ao preço.
  • Afirmou que a sustentabilidade do SNS passa por uma resposta conjunta que articule recursos humanos e financeiros, inovação e vontade política em várias legislaturas, visando um pacto estratégico para a saúde coordenado pelo antigo ministro Adalberto Campos Fernandes.

O Presidente da República defendeu a necessidade de um pacto transversal para a saúde, que evitar que o SNS fique refém do calendário eleitoral. Falou em conferência sobre a sustentabilidade da saúde, organizada pelo Expresso, pela Nova-IMS e pela AbbVie, e reiterou a urgência de acordos entre atores políticos e do setor.

Segundo o chefe de Estado, é preciso cautela com a visão negativas do SNS. Destacou que o sistema depende das pessoas que nele trabalham e criticou a perspetiva mercantilista que, por vezes, desvaloriza o trabalho dos profissionais.

António José Seguro reconheceu dificuldades atuais do SNS, associadas ao envelhecimento da população, à organização conservadora e à hesitação em inovar. Alegou que interesses partidários costumam prejudicar o mérito de conjunto e a eficácia na resposta ao utente.

O Presidente afirmou que há quem tente desviar atenções com responsabilização mútua. Defenderam-se, no entanto, vias claras para convergência em benefício do SNS e do acesso dos portugueses aos cuidados de saúde, alinhando-se com o Pacto Estratégico para a Saúde coordenado por Adalberto Campos Fernandes.

A prioridade é clara: assegurar sustentabilidade por meio de uma reação conjunta que combine recursos humanos e financeiros, inovação e um compromisso político duradouro, capaz de sobreviver a diferentes legislaturas.

Seguro demonstrou otimismo quanto à existência de convergências, sublinhando que o SNS não pertence a ninguém e que os cidadãos devem ter acesso à saúde atempadamente, independentemente de rendimentos ou local de residência.

Ao longo do discurso, o Presidente apontou défices de recursos humanos e materiais, dificuldades na atração e retenção de profissionais, e pressão sobre o sistema, com ênfase na saúde dos idosos e das famílias de menores recursos.

Foram ainda referidas as falhas em acesso a cuidados, demoras em atendimentos e cirurgias, bem como fragilidades em oncologia e cardiologia. Indicou, igualmente, a preocupação com o custo de medicamentos, destacando que 12% dos portugueses não conseguem comprar fármacos.

O país foi instado a manter o foco na inovação, exportação e autonomia na saúde, visando um setor competitivo e qualificado. O objetivo é estimular a capacidade criativa dos portugueses com investimento público e privado, designadamente através de instrumentos de financiamento do Estado.

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