- O primeiro-ministro Pedro Sánchez mostrou total colaboração com a Justiça e reafirmou a presunção de inocência de José Luis Rodríguez Zapatero, após o ex-chefe do governo ser indiciado num caso relacionado com o resgate da Plus Ultra.
- Sánchez disse ter lido o auto de investigação da Unidade Central Operativa e reiterou o apoio a Zapatero, numa conferência realizada na embaixada de Espanha junto ao Vaticano, onde foi recebido pelo Papa Leão XIV.
- A Audiência Nacional indiciou Zapatero por crimes de organização criminosa, tráfico de influências, falsificação de documentos e branqueamento de capitais; na segunda-feira, a Polícia Nacional encontrou joias e relógios no gabinete do ex-presidente.
- Na sede do PSOE, a Guarda Civil executou um mandado relacionado com alegados pagamentos a Leire Díez, conhecida como a “canalizadora” do partido; Sánchez ressaltou tratar-se de uma intimação, não de uma busca.
- O presidente espanhol garantiu total colaboração com a Justiça e afirmou que não haverá tolerância para comportamentos irregulares no partido, mantendo o governo firme nas suas agendas de transformações sociais e económicas.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou ter total cooperação com a Justiça e respeito pela presunção de inocência de José Luis Rodríguez Zapatero, num contacto noticiado na embaixada de Espanha junto ao Vaticano, onde foi recebido pelo Papa. As declarações ocorreram no mesmo dia em que forças de segurança entraram na sede do PSOE.
Sánchez indicou ter lido o auto de investigação da Unidade Central Operativa sobre Zapatero e manteve o apoio ao ex-presidente, dizendo não haver motivos para alterar a posição até ao momento. O chefe do governo reconheceu já ter passado por situações semelhantes no partido e reiterou o compromisso com a legalidade durante a conferência de imprensa.
Além disso, o dirigente comentou a situação na sede do PSOE, onde a Guarda Civil executou um mandado relacionado com alegados pagamentos a Leire Díez, conhecida como a canalizadora do partido, investigada por tráfico de influências. O governante disse tratar-se de uma intimação, não de uma busca, e destacou a necessidade de cooperação com a Justiça.
Intimação na sede do PSOE
Sánchez ressaltou que não deve subestimar a gravidade da operação em curso pela Audiencia Nacional e garantiu que, sempre que surgirem novos comportamentos irregulares, o PSOE atuará com firmeza. O primeiro-ministro sublinhou ainda que as ações do seu governo não colocam em causa as conquistas sociais e económicas registadas ao longo dos últimos anos.
Pelo lado das investigações, foi noticiado que a Audiencia Nacional indiciou Zapatero por crimes de organização criminosa, tráfico de influências, falsificação de documentos e branqueamento de capitais no âmbito do resgate da companhia aérea Plus Ultra. Em sede policial, também foram encontradas joias e relógios no gabinete do ex-presidente durante uma operação ordenada pela justiça.
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