- André Ventura, líder do Chega, acusou o primeiro-ministro de mentir ao Parlamento e de ocultar informações sobre o SIRESP, relacionando a polémica a alegadas pressões para alterar conclusões de um relatório.
- Luís Montenegro (primeiro-ministro) disse que o Governo sempre diz a verdade à Assembleia da República e não tem conhecimento de qualquer condicionamento ou ocultação de informação sobre o SIRESP.
- O chefe do Chega pediu esclarecimentos adicionais, mas Montenegro afirmou que esclarecimentos adicionais cabem ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, que deverá ser ouvido no Parlamento.
- Ventura também criticou a nomeação de Viegas Nunes para a liderança do SIRESP, questionando o critério da nomeação num sistema que, segundo o Chega, falhou repetidamente.
- A discussão acontece num contexto de pressão política no Ministério da Administração Interna, com foco na preparação para a época dos fogos, incluindo medidas de atuação e infraestruturas em várias zonas do país.
O debate quinzenal na Assembleia da República ficou marcado por trocas de acusações sobre o SIRESP. André Ventura, líder do Chega, questionou o Primeiro‑Ministro sobre alegadas pressões para alterar conclusões de um relatório sobre o sistema de comunicações de emergência. O episódio ocorreu durante o plenário desta quarta-feira.
Ventura afirmou existir material que, segundo ele, demonstra uma tentativa de ocultar informação pública sobre o SIRESP por parte de uma adjunta do Ministério da Administração Interna. O deputado insistiu em saber se Montenegro tinha conhecimento de pressões para modificar o relatório.
Montenegro respondeu que o Governo costuma apresentar a verdade na Assembleia e negou qualquer conhecimento de condicionamento ou ocultação. O chefe do Executivo pediu esclarecimentos ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, para explicar o que estiver por esclarecer.
O líder do Chega também questionou a nomeação de Viegas Nunes para a liderança do SIRESP, apontando o que classifica como falhas recorrentes no sistema, apesar de elevados investimentos. Montenegro lembrou que Nunes esteve à frente da estrutura entre 2022 e 2024, antes da ordem atual.
Nomeação de Viegas Nunes e desempenho do SIRESP
Ventura criticou o critério de escolha para o cargo ligado ao SIRESP, alegando que o sistema falhou várias vezes. O Chega sustenta que a nomeação premiou suposta ineficiência, enquanto Montenegro sublinhou a passagem de liderança ao longo do tempo.
Preparação para a época de fogos
A polémica ocorre num momento de pressão sobre o Ministério da Administração Interna, após a demissão de António Pombeiro e dúvidas sobre o funcionamento do SIRESP em cenários críticos, como incêndios. O Governo afirma estar a trabalhar para corrigir falhas do passado.
Montenegro enfatizou medidas em curso, incluindo um comando integrado de operações em Leiria com mais de 1500 operacionais no terreno, contratos com 26 municípios para limpeza de terrenos e a desobstrução de mais de 15 mil quilómetros de rede viária.
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