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Partidos que apoiam o Governo de Chipre perdem terreno, enquanto extrema-direita avança

Parlamento cipriota fragmenta-se; dois partidos de apoio perdem deputados, ELAM cresce e complica as alianças para a reeleição do Presidente

A contagem dos votos em Chipre
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  • O Parlamento cipriota ficou mais fragmentado após as eleições, com dois dos três partidos de apoio ao Governo a não elegerem deputado e o que conseguiu perdeu votos.
  • O DISY foi o partido mais votado, com 27,2 por cento dos votos, mantendo 17 assentos.
  • O AKEL ficou em segundo, com 23,9 por cento e 15 lugares; o ELAM duplicou a representação, passando a oito assentos (11 por cento).
  • Entraram no Parlamento ALMA (4 lugares) e Democracia Directa (4 lugares); o Volt ficou de fora e não elegeu deputados.
  • O Presidente Nikos Christodoulides poderá precisar de novas alianças para ver a reeleição, com analistas a apontarem a possível necessidade de apoio do DISY ou, dependendo de acordos, do ELAM.

Duas das três formações centristas que apoiavam o Governo cipriota ficaram sem eleger deputado, enquanto o maior vencedor foi o DISY. A eleição legislativa, realizada neste domingo, reforçou a fragmentação do Parlamento e a subida da extrema-direita.

O DISY recolheu 27,2% dos votos, assegurando 17 lugares no Parlamento. O AKEL ficou em segundo, com 23,9% e 15 mandatos. Acolheu também o aumento de candidaturas e o registo de nova participação partidária nas 56 cadeiras.

Contudo, a surpresa ficou pela ascensão do ELAM, que passou de 3 a 8 assentos e atingiu 11% dos votos, tornando-se a terceira força. Este movimento é visto por analistas como indicador de mudanças no espectro político cipriota.

Entre os partidos de apoio ao Governo, o DIKO teve o pior resultado histórico, perdendo um deputado. O DIPA e o EDEK não atingiram o limiar de 3,6% para eleger representantes.

No Parlamento entram pela primeira vez o ALMA, fundado por Odysseas Michaelides, com quatro assentos, e o Democracia Directa de Fidias Panayiotou, também com quatro. O Volt não elegeu representantes.

O Presidente Nikos Christodoulides, que governa como chefe de Estado e de Governo, afirmou manter a legitimidade para trabalhar com o novo hemiciclo. Analistas destacam a possibilidade de ser necessária uma nova aliança.

Alguns especialistas apontam que, sem o apoio do DISY, Christodoulides pode depender, ainda que informalmente, do ELAM para eventual reeleição. As eleições presidenciais estão marcadas para 2028 e este resultado acena para o cenário futuro.

Analistas lembram que o Parlamento fragmentado complica a aprovação de legislação, aumentando a necessidade de acordos entre forças políticas diversas. A frustração com corrupção e com o custo de vida constou entre os fatores mobilizadores.

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