Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Partido da barata angaria milhões para representar jovens desempregados na Índia

Cockroach Janta Party vira fenómeno na Índia, com milhões de seguidores em dias, defendendo a geração Z e temas como desemprego e custo de vida

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • O Cockroach Janta Party (CJP) é um grupo criado há cinco dias, que se apresenta como a “voz dos preguiçosos e desempregados” e tornou-se viral na Índia, com quase 15 milhões de seguidores no Instagram, superando o BJP em seguidores.
  • O logótipo do CJP mostra o contorno de uma barata sobre um telemóvel; o grupo aborda política, inflação e desemprego, com toque de humor.
  • O fundador, Abhijeet Dipke, de 30 anos, vive em Boston; o nome surgiu após comentários do juiz-presidente Surya Kant que comparou jovens desempregados a baratas.
  • O grupo já recebeu mais de 400 mil inscrições para membros via Google, com mais de 70% entre 19 e 25 anos; critérios incluem estar desempregado, ser “preguiçoso”, passar muito tempo online e conseguir “desabafar profissionalmente”.
  • Além de discurso político, o CJP comenta temas como independência das redes sociais, reserva de lugares para mulheres e o cancelamento do exame nacional de admissão às faculdades de medicina, que afetou cerca de 2,3 milhões de estudantes, segundo a reportagem.

O Cockroach Janta Party (CJP) emergiu há menos de uma semana e já atraiu dezenas de milhões de utilizadores no Instagram, desafiando o BJP no terreno digital. O grupo descreve-se como a voz da geração Z, articulando temas como política, inflação e desemprego com um tom humorístico.

O logótipo do CJP mostra o contorno de uma barata sobre um telemóvel, símbolo utilizado para representar a comunidade de jovens que diz estar à margem do discurso político tradicional. O fundador, Abhijeet Dipke, de 30 anos, explicou à Reuters que o nome nasceu de uma crítica recente do juiz-presidente Surya Kant, que comparou certos jovens desempregados a baratas.

Dipke, que vive em Boston há dois anos, afirmou que o objetivo é mudar o discurso político na Índia. O grupo já produz conteúdos com gráficos e vídeos sobre independência das redes sociais, reservas de lugares no parlamento para mulheres e críticas ao atual equilíbrio de poder, incluindo o caso recente do cancelamento do exame nacional de admissão às faculdades de medicina.

Controvérsia e contexto

A génese do movimento surge numa altura de inquietação entre a geração Z indiana, refletida num inquérito recente da Deloitte. O estudo aponta que a geração Z enfrenta maior stress financeiro, dificuldades de habitação e insegurança económica em comparação com outras gerações.

A Índia é o país mais populoso do mundo, com uma população jovem considerável. Dados oficiais indicam uma taxa de desemprego de 9,9% entre jovens de 15 a 29 anos em 2025, superior à média de 3,1% para a população adulta, com disparidades entre áreas urbanas e rurais. Especialistas acreditam que a IA pode agravar o problema, afetando empregos de entrada no setor de serviços.

Inscrição e adesão

Mais de 400 mil pessoas teriam manifestado interesse em tornar-se membros do CJP através de um formulário online, segundo o grupo. Entre os inscritos, a maioria tem entre 19 e 25 anos. O CJP defende quatro critérios para a participação: estar desempregado, ser considerado preguiçoso, passar muito tempo online e ter capacidade de desabafar de forma contida.

Siddharth Kanaujia, de 26 anos, reforçou que o CJP representa a voz da juventude, citando a falta de oportunidades como motor de adesão. Outro seguidor apontou que o símbolo da barata simboliza resiliência, com a convicção de que a juventude merece ser ouvida diante de um mercado de trabalho restrito.

Perspectivas

Dipke afirmou que o movimento pode evoluir para um foco político mais amplo, mantendo o respeito pelas vias constitucionais. O fundador reiterou que as ações do CJP serão democráticas e pacíficas, evitando comparações com protestos de outros países da região. A equipa continua a afirmar a intenção de manter o debate público aberto e acessível a todos os jovens.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais