- Montenegro celebra 20 anos de independência, com concertos e festas em Podgorica e outras cidades.
- O referendo de 21 de maio de 2006 decidiu pela separação da Sérvia, com 55,5% a favor da independência.
- Portugal? Não, Montenegro tornou-se membro da NATO em 2017 e aponta a adesão à União Europeia para 2028.
- O presidente Jakov Milatović disse que a integração na UE é o próximo marco e que o apoio público à UE está em cerca de 80%.
- A União Europeia criou um grupo de trabalho para preparar o tratado de adesão; uma reunião em início de junho, em Tivat, deverá reiterar essa meta.
Montenegro celebra, esta semana, 20 anos de independência da união com a Sérvia, com concertos e várias celebrações em Podgorica e noutras cidades costeiras e montanhosas. O referendo de 21 de maio de 2006 decidiu o caminho futuro do país, com 55,5% a votar pela separação.
A comemoração decorre num contexto de equilíbrio entre defensores da independência e partidários da união com a Sérvia. Milo Đukanović liderou a campanha que abriu o caminho para a NATO e afastou o país de alianças históricas com a Rússia.
O presidente Jakov Milatović afirma que a plena integração na União Europeia é o próximo marco. O chefe de Estado destacou o papel da NATO como garantia de segurança desde 2017 e revelou confiança numa adesão à UE em 2028. Milatović falou desde Podgorica.
Montenegro perto da adesão à União Europeia
Montenegro é hoje considerado o país ocidentalmente mais avançado no processo de adesão entre os seis Estados dos Balcãs, com a UE a preparar o tratado de adesão por meio de um grupo de trabalho. O apoio público à UE situa-se em redor de 80%.
Apesar do entusiasmo, o país tem ainda de concluir reformas democráticas e económicas. O ritmo dessas mudanças depende, segundo o Presidente, de ações do próprio Montenegro, nomeadamente no reforço institucional.
Histórico recente aponta para a sustentação do euro como moeda e uma economia fortemente dependente do turismo. O país continua a enfrentar desafios estruturais, incluindo a modernização do aparato estatal e a diversificação económica.
Está prevista uma nova reunião com responsáveis da UE, no início de junho, em Tivat, para debater o progresso dos países candidatos dos Balcãs Ocidentais, entre os quais Montenegro, Albânia, Bósnia-Herzegovina, Macedónia do Norte, Sérvia e Kosovo.
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