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Chega rejeita, por unanimidade, reforma laboral e do Estado

Chega rejeita, por unanimidade, a reforma laboral e a do Estado, pressionando o Governo e afirmando que as mudanças facilitam a corrupção e prejudicam trabalhadores

O presidente do Chega, André Ventura, intervém na reunião do Conselho Nacional do Chega
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  • O conselho nacional do Chega aprovou por unanimidade a rejeição da reforma laboral e da reforma do Estado apresentadas pelo Governo.
  • O partido sustenta que a reforma laboral ataca os trabalhadores e as mães trabalhadoras; a reforma do Estado, não obstante, facilitaria a corrupção.
  • Na reunião, militantes, autarcas, deputados e dirigentes criticaram as propostas e mostraram a posição do Chega.
  • O Chega lembra alterações ao funcionamento do Tribunal de Contas e o aumento do valor mínimo para visto prévio, de modo a cinco milhões de euros, como exemplos de medidas contestadas.
  • O diploma vai a votos na sexta-feira de manhã na Assembleia da República, com o PS disponível para viabilizar o texto mediante alterações; o Chega mantém a não intervenção favorável.

O conselho nacional do Chega aprovou por unanimidade a rejeição da reforma laboral e da reforma do Estado apresentadas pelo Governo. A decisão foi anunciada após a reunião realizada nesta quinta-feira no Fórum Lisboa.

Segundo o partido, a reforma laboral ataca os trabalhadores, incluindo mães que trabalham, e a reforma do Estado facilita a corrupção. O Chega sustenta ainda que as propostas não contam com o voto favorável do partido.

No que diz respeito à reforma do Estado, o Chega aponta alterações ao funcionamento do Tribunal de Contas e ao regime de visto prévio para projetos de maior expressão como medidas‑chave que agravam o escrutínio público. O Governo ainda não tinha apresentado alterações finais.

O partido recorda que os detalhes da reforma do Estado foram amplamente discutidos na Assembleia da República, onde o diploma está prestes a ir a votos. O PS já adiantou disponibilidade para viabilizar a proposta com ajustes, nomeadamente em cinco milhões de euros para o visto prévio.

O comunicado do Chega acrescenta que, na reunião, várias pessoas ligadas ao partido consideraram os textos inadequados para o público trabalhador e para a gestão financeira pública. A posição formal do Chega é clara: a reforma laboral e a reforma do Estado, tal como estão, não iriam obter o apoio do partido.

Rejeição unânime do conselho nacional

  • O Chega mantém a oposição às duas reformas apresentadas pelo Governo.
  • A decisão foi tomada por todos os membros presentes no encontro de quinta-feira.
  • O partido pretende reforçar a pressão sobre o executivo de Luís Montenegro.

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