- Trabalhadores da Lusa estiveram em greve nesta quarta-feira.
- No Parlamento foram discutidos os projetos de lei do PS, IL, PCP e Livre para alterar o modelo de governação da agência, definido pelo Governo.
- Foram ainda apresentadas resoluções do Chega e do Bloco de Esquerda sobre a mesma matéria.
- A oposição foi unânime nas críticas à revisão estatutária.
- O PSD afirmou que o executivo não tem um “atentado democrático” em marcha e que não corresponde a uma “escola de José Sócrates”.
Em esta quarta-feira, trabalhadores da Lusa realizaram uma greve que limitou parcialmente a produção da agência. O Parlamento discutiu várias propostas de lei apresentadas pelo PS, IL, PCP e Livre para alterar o modelo de governação da Lusa, bem como propostas de resolução apresentadas pelo Chega e pelo Bloco de Esquerda sobre a mesma matéria. O objetivo das propostas é redefinir a relação entre a agência e o Governo.
A oposição uniu-se nas críticas à revisão estatutária em debate, destacando preocupações sobre ingerência política e autonomia editorial. Os partidos alegam que a governação atual facilita a intervenção governamental na agência.
O PSD reafirmou a posição de que o Governo não deve assumir um modelo de gestão governamental da Lusa e rejeitou qualquer ideia de um atentado democrático. A formação afirmou ainda que o executivo não está a avançar com alterações que coloquem em causa a independência da agência.
Contexto
As propostas em debate propõem alterar o modelo de governação da Lusa, com impactos possíveis na supervisão e na composição dos órgãos sociais. A greve dos trabalhadores intensificou o escrutínio parlamentar sobre a matéria.
O Legislativo mantém a análise às referidas propostas, com calendário e votações ainda por anunciar. O tema tem gerado reação entre partidos e sindicatos, que aguardam desfechos práticos para a gestão futura da agência.
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