- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, lançou aos cubanos um “novo caminho” numa mensagem em vídeo em espanhol, horas antes de o governo norte‑americano anunciar possíveis acusações contra Raúl Castro.
- Rubio acusou a liderança cubana de roubo, corrupção e opressão, apresentando o “novo caminho” nas relações com os Estados Unidos e a promessa de uma Cuba onde haja oportunidade de escolher quem governa.
- O governo cubano pode enfrentar acusações criminais contra Raúl Castro, supostamente relacionadas com o abate de dois aviões civis em quinze de janeiro de 1996, segundo a CBS News.
- Rubio também criticou o que chamou de “Estado dentro do Estado” ligado à Gaesa, o conglomerado apoiado pelos militares que controlaria cerca de quarenta por cento da economia cubana.
- Em resposta, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, pediu aos EUA que levantem o embargo; Washington já ofereceu mil milhões de dólares em ajuda alimentar e medicamentosa, desde que seja distribuída pela Igreja Católica.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, lançou um vídeo dirigido ao povo cubano oferecendo um “novo caminho” nas relações entre Washington e Havana. A mensagem foi divulgada na manhã de quarta-feira, horas antes de se anunciorem possíveis acusações criminais contra Raúl Castro.
Rubio, cidadão de origem cubana, afirmou que os Estados Unidos pretendem abrir um capítulo diferente com uma Cuba onde os cidadãos possam escolher quem governa e decidir substituições. A fala ocorreu em espanhol, com uma tradução oficial em inglês publicada pelo Departamento de Estado.
O coro de críticas incidiu sobre a liderança cubana, a qual Rubio acusou de roubo, corrupção e opressão, e apontou o conglomerado Gaesa, fortemente apoiado pelos militares, como responsável por enriquecer as elites à custa da população. O discurso descreveu o Estado dentro do Estado como não responsável perante ninguém.
Paralelamente, espera-se a divulgação de acusações contra Raúl Castro, de 94 anos, relacionadas com o abate de dois aviões civis em 1996, segundo a CBS News, citando fontes norte-americanas. O objetivo seria reforçar a pressão sobre o regime cubano.
Entre os temas económicos, Washington manteve a retirada de apoios que afetam Cuba, incluindo o corte de apoio energético após a derrubada do líder venezuelano Nicolás Maduro. Na semana passada, Rubio reiterou uma oferta de 100 milhões de dólares em ajuda, condicionada à distribuição via Igreja Católica, contornando o governo cubano.
O Governo cubano reagiu, com o presidente Miguel Díaz-Canel a pedir aos Estados Unidos que levantem o embargo. A medida seria apresentada como forma de mitigar danos humanitários, especialmente no atual contexto de dificuldades económicas em Cuba.
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