- Trabalhadores da Lusa continuam com greve marcada para 20 de maio e vão manifestar-se em frente à Assembleia da República.
- Exigem uma revisão imediata dos estatutos, alegando riscos de influência política e governação, e dizem que a decisão foi tomada pelo Governo sem diálogo com os trabalhadores.
- Entre os problemas apontados está a nomeação direta de três administradores pelo Governo e a criação do Conselho Consultivo da Agência Lusa, com maioria de elementos políticos e apenas dois trabalhadores entre treze membros.
- O ministro da Presidência, Leitão Amaro, afirmou que não havia intenção de mudar os estatutos, posição que os trabalhadores consideram insuficiente para resolver a questão.
- Preocupam-se ainda com a possível mudança de instalações para o edifício da RTP e com a ideia de sinergias com órgãos locais, que poderá afetar a independência da Lusa.
A votação dos estatutos da Lusa, prevista pela Administração, gerou reação entre os trabalhadores da agência. Eles alegam que as mudanças atingem a independência editorial e procuram sinalizar que a greve pode ocorrer na véspera de uma reunião pública. O objetivo é defender a integridade institucional da instituição.
Os trabalhadores da Lusa argumentam que a atualização estatutária não foi discutida com o corpo laboral. Eles defendem uma revisão imediata e alertam para riscos de influência política e governamentalização na agência. O tema tem motivado mobilização em várias regiões do país.
O ministro da Presidência, que tutelará a Comunicação Social, declarou que não houve intenção de alterar os estatutos, segundo fontes internas. Os trabalhadores consideram essencial abrir um diálogo construtivo para esclarecer os aspetos que consideram problemáticos.
Pontos-chave dos estatutos
Entre as questões centrais, os trabalhadores destacam a nomeação direta de três administradores pelo Governo, sem um órgão independente para este processo. O Conselho Consultivo da Lusa é visto como composto maioritariamente por figuras políticas, o que reduz a representatividade da sociedade.
A necessidade de modernização é reconhecida, mas há apreensão de que as mudanças não contemplam a participação efetiva dos trabalhadores. Também há preocupação com a possível transferência de instalações para o edifício da RTP, que pode implicar pressões externas.
Os trabalhadores referem ainda a hipótese de sinergias com órgãos locais, temendo perdas de independência. A rede de correspondentes da Lusa é apresentada como uma riqueza de alcance nacional, menos vulnerável a pressões locais.
A Lusa é descrita como um pilar do jornalismo nacional, com importância para outros órgãos de comunicação. Os trabalhadores defendem que a agência mantenha a autonomia total, interna e infraestruturalmente, para cumprir o seu papel institucional.
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