- O primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, afirmou que espera assinar um acordo político com a Comissão Europeia na próxima semana para desbloquear 10,4 mil milhões de euros de fundos de recuperação congelados durante o governo anterior.
- O objetivo é cumprir o prazo de 31 de agosto e permitir o envio dos fundos para a Hungria no outono, mesmo com trabalho técnico em curso.
- O governo vai revisitar o plano de despesas dos fundos de recuperação e apresentar uma versão atualizada até ao final de maio, priorizando projetos viáveis como comboios suburbanos, renovação de vias e redes energéticas.
- Magyar informou que manterá negociações com a Comissão Europeia em Bruxelas, com discussões técnicas a decorrer em Budapeste e com enfoque nas questões pendentes.
- O governo de Magyar pretende recusar algumas exigências da Comissão, nomeadamente relativas à eliminação gradual de impostos extraordinários sobre os setores financeiro e energético, e também está a rever o pedido de empréstimo de defesa no âmbito do programa SAFE.
Péter Magyar, primeiro-ministro da Hungria, afirmou nesta terça-feira que espera chegar a um acordo político com a Comissão Europeia na próxima semana em Bruxelas. O objetivo é desbloquear 10,4 mil milhões de euros de fundos de recuperação, congelados durante o anterior governo de Viktor Orbán, para cumprir o prazo de 31 de agosto.
Magyar disse que as negociações técnicas com a Comissão continuam em Budapeste e devem prosseguir até sexta-feira. O ministro revelou que o governo pretende assinar o acordo na próxima deslocação a Bruxelas, com o intenção de resolver todas as questões dentro do prazo.
O executivo húngaro enfrenta controvérsia sobre o estado de direito, fator que levou ao congelamento dos fundos. O governo de Magyar está a revisar o plano de despesas para os fundos de recuperação, priorizando projetos considerados viáveis e de benefício público.
Condições para desbloqueio
Entre as prioridades estão investimentos em transporte e energia, incluindo renovação de caminhos-de-ferro e expansão de comboios suburbanos, bem como melhorias na rede elétrica. O gabinete também está a reavaliar um pedido de empréstimo sob o programa SAFE da UE para defesa.
O novo governo de Budapeste pretende entregar um plano revisto de despesas até ao final de maio. Magyar afirmou que algumas exigências da Comissão sobre impostos setoriais devem ser rejeitadas, apontando divergências com as condições apresentadas pela UE.
O ministro mencionou ter trocado cartas com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sobre as questões pendentes. Em relação ao passado, admitiu que as intenções iniciais do governo anterior teriam aumentado o endividamento para beneficiar redes de empresas próximas.
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