- O líder do PSD, Luís Montenegro, entregou a recandidatura com a moção estratégica “Trabalhar – Fazer Portugal maior”, reunindo mais do dobro das assinaturas necessárias.
- A moção apresenta o slogan “não é não” a acordos de governação com o Chega e “não ao bloco central” com o Partido Socialista, num cenário sem eleições à vista no próximo mandato.
- Coordenada por Fernando Alexandre, a peça ressalva que o PSD deve concentrar‑se na resolução de problemas concretos e em projetar o país para as gerações vindouras, exigindo coragem reformista.
- Propõe manter o diálogo político com as oposições, incluindo Chega e PS, sublinhando que nenhum dos dois fica excluído do diálogo, e critica a ideia de “cercas sanitárias” no Parlamento.
- Reafirma que o PSD não vai ser solução de governo nem com o Chega nem com o PS, apresentando‑se como referência de moderação e reformismo, com a frase final: “Vamos trabalhar para fazer Portugal Maior.”
Poucos minutos antes de terminar o prazo, Luís Montenegro entregou na sede do PSD a documentação de recandidatura à liderança, juntando o dobro das assinaturas necessárias. A moção de estratégia apresentada é chamada Trabalhar – Fazer Portugal maior e liga a ideia de deixar o Luís trabalhar com o slogan Portugal Maior, usado por Cavaco Silva.
A coordenação fica a cargo de Fernando Alexandre, ministro da Educação, Ciência e Inovação. O documento defende um foco reformista e ambição responsável, em contexto que não indica eleições à vista para o próximo mandato.
Conteúdo da moção
A proposta sustenta que cabe ao PSD resolver problemas concretos das pessoas e transformar o país para as gerações vindouras, exigindo coragem reformista. O texto reforça a ideia de dialogar com as oposições, sem excluir Chega nem PS do processo político.
O PSD afirma manter o compromisso de não formar governo com Chega nem com PS, repetindo o princípio de não acordos de governação com estes partidos. Ainda assim, defende uma via de negociação política para evitar crises e ciclos de gestão curtos.
O documento destaca a necessidade de moderação política, descrevendo o PSD como referência nesse campo e no reformismo. Sublinha que o diálogo não implica alianças, mantendo o objetivo de avaliação pública ao longo da legislatura.
A moção conclui com a ideia de que o país não pode continuar com ciclos eleitorais indesejados. Segundo o texto, os portugueses querem ver desempenho e cumprir missões por parte de oposição e executivo, avaliando-se no fim da legislatura.
Para terminar, a introdução faz uma fusão do slogan de Cavaco Silva em 2006 com a ideia de manter Montenegro ativo: vamos trabalhar para fazer Portugal Maior.
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