- Kim Jong-un pretende transformar a fronteira com a Coreia do Sul numa “fortaleza inexpugnável”, reforçando a capacidade militar e a remodelação da estrutura organizacional do Exército.
- O objetivo é dissuadir a guerra de forma mais eficaz, reforçando as unidades da linha da frente e mantendo vigilância permanente sobre o “arqui-inimigo”.
- Em contraste, Seul mantém uma política de coexistência pacífica com Pyongyang, segundo um livro branco do Ministério da Unificação da Coreia do Sul que defende uma relação entre dois Estados orientada para a paz.
- O documento sul-coreano indica que o governo de Lee Jae-myung está a tentar reparar a relação entre as duas Coreias com base na confiança mútua, sem buscar reunificação por absorção.
- O Estado-M maior sul-coreano informou que Pyongyang tem intensificado obras de fortificação junto da fronteira terrestre desde março, e há indicações de possível aumento da presença militar nas fronteiras marítimas.
Kim Jong-un anunciou que pretende transformar a fronteira com a Coreia do Sul numa “fortaleza inexpugnável”, reforçando a capacidade militar da região. A declaração veio numa reunião com comandantes de divisões e brigadas do Exército, realizada no fim de semana.
A Coreia do Norte planeia remodelar a estrutura organizacional militar e reforçar as unidades da linha da frente junto à fronteira com Seul, segundo a agência oficial KCNA. O objetivo é dissuadir a guerra com maior eficácia, afirmou o líder.
Kim apelou a ajustes no treino e a mais exercícios práticos para refletir a guerra moderna, mantendo a vigilância sobre a Coreia do Sul, designada como “arqui-inimigo” pela Pyongyang. A revolução ideológica foi reiterada como prioridade militar.
Repercussões na linha diplomática
O Governo sul-coreano mantém uma política de coexistência pacífica com Pyongyang, conforme indicado pelo jornal Korea Times. O livro branco do Ministério da Unificação aponta uma mudança para uma relação entre dois Estados orientada para a paz.
O relatório destaca que o executivo de Lee Jae-myung, eleito em 2024, busca reparar relações com base na confiança mútua, minimizando ações hostis. A política de Seul privilegia diálogo e cooperação com o Norte.
Fortificações e tensões na fronteira
O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul indicou que, desde março, as forças norte-coreanas intensificaram trabalhos de fortificação junto à fronteira terrestre, incluindo construção de muros. Observadores apontam possível aumento da presença militar no território fronteiriço.
Analistas lembram que as duas Coreias continuam tecnicamente em guerra desde 1950-53. A relação entre dois Estados permanece marcada poreria de acusações e voláteis trocas de mensagens militares.
Perspetivas estratégicas
Especialistas consultados pela Reuters apontam que as referências de Kim a “guerra moderna” sugerem lições extraídas de conflitos recentes, com uso de drones, ataques de precisão e guerra eletrónica. A notícia destaca a possible expansão da presença naval perto da Linha Limite Norte.
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