- Dois portugueses integravam a flotilha humanitária intercetada por Israel junto ao chipre, a bordo da embarcação Tenaz.
- O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou a presença de Maria Beatriz Barroca Bartilotti Matos e Gonçalo Dias, ambos de Porto, na ação organizada pela Freedom Flotilla.
- A flotilha, com cerca de cinquenta embarcações, partiu da Turquia na quinta-feira com o objetivo de furar o bloqueio de Gaza, vigente desde dois mil sete.
- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, elogiou a operação pelo “trabalho extraordinário” no combate a um plano considerado malicioso.
- Ankara criticou duramente a interceção, classificando-a como pirataria; o ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, pediu garantias de segurança para os ativistas italianos.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou ao JN que dois portugueses faziam parte de uma flotilha humanitária interceptada por Israel perto do Chipre. A embarcação Tenaz integrou o grupo de navios que tentavam chegar à Faixa de Gaza, sob bloqueio desde 2007. A operação ocorreu na segunda-feira, segundo relatos de familiares e da organização Freedom Flotilla.
Maria Beatriz Barroca Bartilotti Matos é apresentada como internacionalista, ecologista e ativista pelos direitos de migrantes, integrada no coletivo Humans Before Borders. Gonçalo Dias é descrito como médico generalista e redutor de danos, com experiência em busca e salvamento. Ambos atuavam em equipas de intervenção comunitária no Porto.
A flotilha partiu da Turquia na quinta-feira anterior e seguiu em direção à região do Mediterrâneo Oriental, buscando contornar o bloqueio israelita para entregar ajuda humanitária à população vulnerável da Faixa de Gaza. O objetivo da iniciativa é chamar a atenção internacional para a situação na região.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, descreveu a operação como eficaz e elogiou o comando pela suspensão de um alegado plano malicioso, segundo o governo local. Israel afirmou ainda que a missão pretendia servir interesses do Hamas e desviar a atenção do processo de desarmamento.
Ancara criticou fortemente a interceptação, classificando-a como um acto de pirataria. O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, pediu garantias de segurança para os ativistas italianos envolvidos na flotilha.
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