- Diogo Feio propõe a criação da ADL — Aliança Democrática Liberal, um movimento de centro-direita moderado que inclui a Iniciativa Liberal e defende uma fusão entre CDS e PSD.
- O objetivo é assegurar uma solução governativa maioritária num contexto de fragmentação parlamentar, defendendo uma coligação estrutural a três.
- A ideia foi apresentada no programa Além do Óbvio, na SIC, no rescaldo do 32.º Congresso do CDS, depois de críticas recebidas.
- O líder parlamentar do CDS, Paulo Núncio, reagiu dizendo: “Que feio! Que ideia mais feia!”, ao ser questionado sobre a fusão com outros partidos.
- Feio afirmou que o CDS deve sair da irrelevância e vê possibilidade de incluir a IL no movimento, mantendo o foco num bloco de centro-direita moderado, com o método d’Hondt visto como positivo para esses cenários.
Diogo Feio voltou a defender a criação de uma força política de centro-direita moderada, chamada ADL – Aliança Democrática Liberal. A ideia envolve uma fusão entre PSD, CDS e Iniciativa Liberal (IL), com o objetivo de garantir uma solução governativa maioritária num Parlamento fragmentado. A proposta foi apresentada no rescaldo do 32.º Congresso do CDS, em Alcobaça.
Feio explicou que a ADL seria estruturada como uma coligação estável, não apenas uma união temporária entre partidos. Defendeu ainda a inclusão da IL, argumentando que o movimento pode beneficiar de um bloco de centro-direita maior. O antigo eurodeputado reiterou que o método d’Hondt pode favorecer cenários com várias forças cooperantes.
Reações e desdobramentos
O líder parlamentar do CDS, Paulo Núncio, respondeu de forma direta, questionando a viabilidade de fusões entre partidos e destacando a participação ativa do CDS na coligação, mesmo diante de críticas à ideia de fusão com outros partidos. A resposta ocorreu durante o primeiro dia de congresso em Alcobaça.
Diogo Feio comentou, numa resposta à SIC, que as discussões devem ser serenas e adultas, rejeitando leituras que associem o tema a uma disputa puramente juvenil. O centrista afirmou que o CDS precisa recuperar relevância e que a fusão ou a criação de um movimento central pode ser uma via para retomar protagonismo.
Contexto político
Feio reforçou que a proposta não pretende reduzir autonomias, mas criar um formato de centro-direita moderada com participação de várias forças. A ideia mantém a visão de um bloco político estável para enfrentar a atual fragmentação parlamentar, mantendo a discussão aberta sobre como integrar a IL. O objetivo é criar um espaço político com maior peso na governação.
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