- Barragem planeada vai afundar a aldeia do Pisão, Portalegre, envolvendo mais de cem casas e afetando cerca de 50 mil habitantes de oito concelhos.
- O custo total da obra é de 222 milhões de euros.
- População terá de escolher entre uma nova habitação a 3 km ou uma compensação financeira.
- O projeto está parado devido a uma providência cautelar, após contestação de associações ambientalistas.
- Ambientalistas apontam que o projeto vai abater 40 mil árvores protegidas, submergir habitats ribeirinhos e introduzir modelos de agricultura intensiva.
O projeto de uma barragem na aldeia do Pisão, em Portalegre, vai submergir a povoação com mais de 100 casas. A obra, considerada a mais importante da região, tem um custo de 222 milhões de euros e pretende servir cerca de 50 mil habitantes de oito concelhos. A construção encontra-se, no entanto, parada devido a uma providência cautelar.
Os moradores são confrontados com uma escolha entre uma nova habitação a cerca de 3 km ou uma compensação financeira. O processo está suspenso na sequência da contestação de associações ambientalistas, que questionam o impacto ambiental do empreendimento.
A contestação aponta a possível abate de cerca de 40 mil árvores protegidas, a submersão de habitats ribeirinhos e a introdução de modelos de agricultura intensiva na região. A paralisação mantém o projeto em avaliação pelas autoridades competentes.
Impacto ambiental e decisões futuras
As partes envolvidas aguardam esclarecimentos sobre os impactos ecológicos e as compensações propostas. O andamento do processo deverá definir se o projeto avança, com condições, ou permanece suspenso até revisão de estudos.
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