- O ex-ministro da Saúde Wes Streeting anunciou que se vai candidatar à liderança do Partido Trabalhista, disputando o cargo contra o primeiro-ministro Keir Starmer.
- Streeting afirmou que pretende uma disputa justa e que vai candidatar-se, necessitando do apoio de pelo menos 81 deputados para formalizar a candidatura.
- O tema de liderança ganha força após mais de 80 camaradas trabalhistas pedirem demissão ou um calendário claro para sair do poder, em reação aos resultados eleitorais.
- O ex-ministro defendeu uma “nova relação” com a Europa e a possibilidade de o Reino Unido regressar à União Europeia, considerando o Brexit um erro catastrófico.
- Além de Streeting, Andy Burnham já obteve aprovação para a corrida ao círculo eleitoral Makerfield; o prazo de candidaturas é até segunda-feira e o anúncio do vencedor deve chegar na quinta-feira.
O ex-ministro da Saúde britânico Wes Streeting anunciou neste sábado que concorre à liderança do Partido Trabalhista, desafiando o atual líder, Keir Starmer. A confirmação ocorreu numa conferência em Londres, organizada pela plataforma Progress.
Streeting afirmou que pretende uma disputa justa entre os melhores candidatos e que se candidata para abrir o debate dentro do partido. Para avançar oficialmente, precisa do apoio de pelo menos 81 deputados, equivalentes a 20% do grupo parlamentar.
A crise interna agrava-se após críticas de mais de 80 deputados, que pediram demissão ou um calendário para saída de Starmer, em reação aos resultados das eleições locais e regionais. Streeting defende uma nova relação com a Europa e um possível regresso à UE.
Contexto interno
Andy Burnham recebeu autorização do Comité Executivo Nacional para concorrer, podendo tornar-se candidato ao círculo eleitoral de Makerfield, após a demissão de um deputado local. O prazo para candidaturas encerra na segunda-feira, com decisão pública prevista para quinta-feira.
Starmer mantém a posição de não abandonar a liderança, argumentando que a demissão apenas aumentaria o caos político. Na última semana, quatro membros do Governo já tinham deixado cargos para pressionar mudanças.
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