- PCP e Bloco de Esquerda propõem comissões parlamentares de inquérito sobre o uso da Base das Lajes, após elogio de Marco Rubio à cooperação portuguesa.
- O elogio do secretary of state dos EUA, Marco Rubio, à cooperação portuguesa na ofensiva contra o Irão reacendeu o debate.
- O PS vai chamar o ministro dos Negócios Estrangeiros ao Parlamento para explicar a alegada “humilhação planetária”.
- O Governo afasta as críticas, assegurando que Portugal cumpriu a lei.
- O Bloco de Esquerda segue a via da CPI, enquanto o PS avança com a participação de Rangel no Parlamento.
O debate sobre a Base das Lajes reacendeu-se após o elogio do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, à cooperação de Portugal na ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão. A polémica envolve o uso da infraestrutura militar portuguesa nos Açores. A posição dos diversos lados é de que o tema continua em aberto e suscita escrutínio público.
O PCP já requereu a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar as circunstâncias do uso da Base das Lajes. O Bloco de Esquerda acompanha a mesma posição, buscando também clarificações parlamentares. O objetivo é perceber impactos, legalidades e controles do acordo em vigor.
O PS decidiu chamar o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rangel, ao Parlamento. Quer ouvir explicações sobre o que consideram uma “humilhação planetária” associada à bem-sucedida cooperação entre Portugal e aliados ocidentais na região. A decisão pretende esclarecer as motivações da cooperação.
O Governo mantém, porém, posição de defesa. Afirma que Portugal cumpriu a lei e os requisitos legais vigentes para o uso da base. Diz ainda que não houve qualquer violação de compromissos internacionais ou de governança nacional.
Requerimentos parlamentares
Os grupos da oposição defendem transparência. O PCP argumenta que a CPI é essencial para esclarecer dados sobre acordos, operações e impactos estratégicos no território dos Açores. O Bloco de Esquerda reforça a necessidade de escrutínio público.
Posição do Governo
O executivo sustenta que as decisões tomadas respeitam os enquadramentos legais nacionais e internacionais. Não houve indicação de irregularidades, segundo fonte governamental, que indica disponibilidade para esclarecimentos formais.
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