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PCP e Bloco pedem inquérito ao uso das Lajes, PS chama Rangel ao Parlamento

PCP e Bloco exigem comissão parlamentar de inquérito ao uso da Base das Lajes; PS convoca Rangel ao Parlamento para esclarecer a controvérsia internacional

PCP já avançou com proposta para criação de uma CPI, BE entrega neste fim-de-semana
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  • PCP e Bloco de Esquerda propõem comissões parlamentares de inquérito sobre o uso da Base das Lajes, após elogio de Marco Rubio à cooperação portuguesa.
  • O elogio do secretary of state dos EUA, Marco Rubio, à cooperação portuguesa na ofensiva contra o Irão reacendeu o debate.
  • O PS vai chamar o ministro dos Negócios Estrangeiros ao Parlamento para explicar a alegada “humilhação planetária”.
  • O Governo afasta as críticas, assegurando que Portugal cumpriu a lei.
  • O Bloco de Esquerda segue a via da CPI, enquanto o PS avança com a participação de Rangel no Parlamento.

O debate sobre a Base das Lajes reacendeu-se após o elogio do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, à cooperação de Portugal na ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão. A polémica envolve o uso da infraestrutura militar portuguesa nos Açores. A posição dos diversos lados é de que o tema continua em aberto e suscita escrutínio público.

O PCP já requereu a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar as circunstâncias do uso da Base das Lajes. O Bloco de Esquerda acompanha a mesma posição, buscando também clarificações parlamentares. O objetivo é perceber impactos, legalidades e controles do acordo em vigor.

O PS decidiu chamar o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rangel, ao Parlamento. Quer ouvir explicações sobre o que consideram uma “humilhação planetária” associada à bem-sucedida cooperação entre Portugal e aliados ocidentais na região. A decisão pretende esclarecer as motivações da cooperação.

O Governo mantém, porém, posição de defesa. Afirma que Portugal cumpriu a lei e os requisitos legais vigentes para o uso da base. Diz ainda que não houve qualquer violação de compromissos internacionais ou de governança nacional.

Requerimentos parlamentares

Os grupos da oposição defendem transparência. O PCP argumenta que a CPI é essencial para esclarecer dados sobre acordos, operações e impactos estratégicos no território dos Açores. O Bloco de Esquerda reforça a necessidade de escrutínio público.

Posição do Governo

O executivo sustenta que as decisões tomadas respeitam os enquadramentos legais nacionais e internacionais. Não houve indicação de irregularidades, segundo fonte governamental, que indica disponibilidade para esclarecimentos formais.

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