- A desinformação associada às presidenciais totalizou 12.826.973 visualizações nas redes sociais, com André Ventura a concentrar 88,5% dos casos.
- O relatório, intitulado «Desinformação nas Presidenciais 2026», foi elaborado pelo LabCom da Universidade da Beira Interior (UBI) em cooperação com a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), iniciando a suivre em 17 de novembro de 2025.
- Foram identificados 26 casos de desinformação durante a campanha; oito deram origem a processos de averiguação junto da ERC, e André Ventura deteve 23 casos (88,5%).
- O formato vídeo predominou, utilizado em 53,8% dos casos, em comparação com fotografias (46,2%); a maioria apresentou potencial desinformativo médio (92,4%).
- A utilização de inteligência artificial ocorreu em sete casos (27,0%); plataformas mais ativas foram Meta (Facebook e Instagram), seguidas pelo TikTok e X; nas eleições, António José Seguro ficou com cerca de 67% e o líder do Chega com cerca de 33%.
A desinformação ligada às presidenciais acumulou mais de 12,8 milhões de visualizações nas redes sociais, com André Ventura a responder por 88,5% dos casos, segundo o relatório conjunto LabCom da UBI e ERC.
O estudo, intitulado Desinformação nas Presidenciais 2026, acompanha a atividade de pré-candidatos e candidatos nas redes mais relevantes em Portugal. O trabalho começou a ser elaborado a 17 de novembro de 2025, após o primeiro frente-a-frente entre Ventura e António José Seguro.
No total foram identificados 26 casos de desinformação durante a campanha, com Ventura a liderar em 23 casos. Joana Amaral Dias e André Pestana fecharam a lista com dois e um caso respetivamente. Oito casos deram origem a averiguações pela ERC.
O formato vídeo foi o mais utilizado, representando 53,8% dos conteúdos, seguido de imagens (46,2%). A maioria das peças apresentou médio potencial desinformativo (92,4%), ligadas à descontextualização de factos ou manipulação de dados.
Casos de alto potencial desinformativo representam apenas 3,8% do total, incluindo conteúdos elaborados de forma profissional com uso de tecnologia; conteúdos de baixo potencial somam também 3,8%.
Quanto ao tipo de desinformação, predominou a descredibilização de meios de comunicação (27,0%), seguida de sondagens de entidades não credenciadas na ERC (23,1%) e conteúdo informativo alterado (15,4%).
Sete casos (27,0%) envolveram o uso de Inteligência Artificial, incluindo criação de imagens e vídeos hiper-realistas. A IA também foi utilizada para simular tendências de voto através de modelos.
Entre os casos analisados, uma publicação do líder do Chega alcançou 2,3 milhões de visualizações, em 26 de janeiro, apresentando dados de uma sondagem não oficial associada ao Diário Bix. O conteúdo não tinha credenciamento ERC.
O LabCom analisou 8.047 mensagens, com maior atividade nas plataformas Meta: Facebook (29,4%) e Instagram (28,6%). Seguiram-se TikTok (16,3%), X (14,9%), Threads (7,6%), YouTube (2,3%) e outras plataformas (1,1%).
No conjunto, António José Seguro teve uma vitória presidencial com cerca de 67% dos votos, enquanto o líder do Chega ficou próximo de 33%.
Entre na conversa da comunidade