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Forçar regresso causará caos na Síria, diz ministro de Negócios Estrangeiros

Al-Shaibani alerta que o regresso forçado de sírios sem apoio financeiro pode provocar caos na Síria; exige coordenação internacional, sobretudo pela União Europeia.

Asaad al-Shaibani, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria e Maria Tadeo, Euronews
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  • O ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Asaad Hassan al-Shaibani, disse à Euronews que forçar o regresso de sírios para a Síria, sem apoio financeiro, levaria ao caos no país.
  • Al-Shaibani reuniu-se em Bruxelas com a chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, numa altura em que a UE busca apoiar a reconstrução económica síria.
  • O governo alemão e outros Estados-membros pedem facilitar o regresso de sírios que vivem na Europa; o chanceler alemão sugeriu que 80 por cento dos cerca de um milhão de sírios poderia regressar até 2030, o que gerou controvérsia.
  • A UE condiciona assistência financeira à garantia de proteção das minorias e à participação síria na construção de uma constituição e de eleições; Kallas sublinhou a necessidade de inclusão de minorias.
  • O Conselho European anunciou a reativação total do acordo de cooperação UE-Síria, incluindo maior comércio bilateral, após sanções terem sido suspensas no ano anterior.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Asaad Hassan al-Shaibani, disse à Euronews que forçar o regresso de centenas de milhares de sírios que vivem na Europa sem apoio é inadequado e pode causar caos no país. A afirmação foi feita numa entrevista em Bruxe­l as, após reuniões com diplomatas da UE.

Al-Shaibani participou num encontro com a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, no contexto de contactos sobre a reconstrução económica da Síria e a integração do país na cooperação europeia. A gestão dos fluxos migratórios continua no centro das discussões.

O ministro salientou que não há planos nem metas fixas para o regresso em massa, e que qualquer retorno deve ocorrer com assistência financeira. A posição é de cautela: o regresso forçado é visto como prejudicial à estabilidade síria.

A União Europeia mantém condições para o apoio: inclusão de minorias, proteção de direitos e participação na reconstrução. Bruxelas quer também um envolvimento efetivo de Damasco na política de migração.

No entanto, o Conselho Europeu já anunciou a reativação do acordo de cooperação UE-Síria para facilitar comércio. Preliminarymente, as sanções já tinham sido suspensas no ano anterior, como parte de uma flexibilização gradual.

Al-Shaibani enfatizou que a situação em território sírio exige ambiente seguro para o regresso, mas que não existe acordo formal sobre números ou prazos. A ajuda internacional é apresentada como condição para avanços.

Reconstrução e migração

Kallas sublinhou a necessidade de incluir todas as comunidades na Constituição para eleições futuras. O diálogo com a Síria continua a ser visto como crucial para estabilizar a região e facilitar a cooperação financeira.

Uma fonte diplomática europeia indicou que a UE encara com seriedade as preocupações sobre inclusão e vê o diálogo como essencial para aprofundar a relação. O tema da reconstrução permanece prioritário.

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