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Chega mantém exigências firmes nas negociações sobre reforma laboral

Ventura não abdica das exigências na reforma laboral, defendendo a descida da idade da reforma e a reposição dos dias de férias, enquanto negociações com o PSD prosseguem

André Ventura
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  • O líder do Chega, André Ventura, afirmou que a reforma laboral em discussão é prejudicial para o país e para os trabalhadores e precisa de alterações.
  • Reiterou que não vai abdicar das exigências, em especial a descida da idade da reforma e a reposição dos dias de férias.
  • Sinalizou ter conversado com o líder do PSD para perceber a margem de manobra antes de avançar no processo de aprovação.
  • A reunião, à margem da agenda parlamentar, ocorreu na véspera da aprovação pelo Conselho de Ministros da proposta de revisão da legislação laboral.
  • No que diz respeito à lei da nacionalidade, Chega e PSD mantêm posições distantes e trabalham numa possível via intermédia para um acordo.

André Ventura, líder do Chega, manteve que a reforma laboral em discussão é prejudicial ao país e aos trabalhadores, defendendo alterações para a tornar aceitável. O dirigente reiterou que não abdicará das exigências apresentadas para viabilizar o processo.

Depois de reunir-se com o primeiro-ministro em São Bento, Ventura afirmou que era essencial abordar a descida da idade da reforma e a reposição dos dias de férias cortados, como condições para aprovar as mudanças legais.

Durante o encontro com Luís Montenegro, Ventura indicou que procurava perceber a margem de manobra para avançar com as alterações, admitindo a importância da reunião para a véspera da aprovação pelo Conselho de Ministros.

O Chega sustenta que a reforma laboral em discussão precisa de ajustes e recusou alongar-se em comentários que pudessem comprometer o processo, aguardando mais clareza sobre o que poderá acontecer.

Quanto à lei da nacionalidade, Ventura indicou que ainda não há consenso entre Chega e PSD sobre o próximo passo, apontando para a necessidade de uma via intermédia para resolver a matéria.

Nacionalidade

O Chega defende a reconfirmação de um decreto que previa a perda de nacionalidade como pena acessória, mas o PSD rejeitou, alegando evitar conflitos institucionais com o Tribunal Constitucional.

Ventura disse que existem aberturas de ambos os lados para resolver o problema, com cada partido a apresentar propostas distintas. Ainda assim, está em curso um trabalho conjunto para encontrar uma solução viável.

Questionado sobre futuras reuniões com o primeiro-ministro, Ventura respondeu que os detalhes ficariam a saber-se posteriormente, mantendo o foco nas negociações atuais.

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