- O rei deu ao líder do Partido Liberal da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, a incumbência de iniciar conversações para formar uma coligação de governo, após Mette Frederiksen anunciar que abandonava as negociações.
- Frederiksen revelou que encerrou as negociações com os Moderados, de centro-direita, de forma a buscar agora uma solução de governo à direita.
- O Partido Social-Democrata foi o mais votado nas eleições de março, mas obteve 22% dos votos, o pior resultado desde 1903; o Parlamento permanece muito fragmentado, com doze forças representadas.
- Oposição de Poulsen deverá iniciar conversações com forças políticas que não sejam o Social-Democrata nem os Moderados (estes últimos obtiveram 7,7%), o que pode sinalizar uma viragem para a direita.
- O Partido Popular Dinamarquês, de direita radical, com 9,1%, pode apoiar um governo de maioria, desde que haja medidas de controlo da imigração; ainda assim, o apoio poderia depender de acordo com condições específicas.
O líder do Partido Liberal da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, recebeu do rei a incumbência de iniciar conversações para formar um governo. A tarefa surge depois de a atual primeira-ministra Mette Frederiksen anunciar que não prosseguiria com negociações para uma coligação de centro-esquerda.
Frederiksen informou ter encerrado semanas de negociações com os Moderados, do centro-direita, que tinham tentado formar uma governação com forças de esquerda. O anúncio surpreendeu a Dinamarca, país que voltou a entrar numa fase de instabilidade política após a vitória eleitoral.
O Partido Social-Democrata, liderado por Frederiksen, foi o mais votado em março, mas obteve apenas 22% dos votos, o pior resultado desde 1903. O parlamento dinamarquês permanece fragmentado, com 12 partidos representados e apenas três com mais de 10% dos votos, segundo a Euractiv.
Poulsen, que obteve cerca de 10% dos votos, deverá iniciar negociações com outras forças políticas que não o Social-Democrata nem os Moderados, segundo o comunicado do rei. Tal dinamismo sugere uma possível viragem de governo para a direita.
Lars Løkke Rasmussen, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e líder dos Moderados até recentemente, recusou as negociações com Frederiksen e passou a apoiar Poulsen. Rasmussen defende uma economia de mercado livre, menos impostos, apoio aos agricultores e uma política de imigração mais restrita.
Esse cenário pode facilitar uma maioria de direita com o apoio externo do Partido Popular Dinamarquês, que soma 9,1% das intenções de voto. O partido tem mostrado preferência por apoios externos a governos minoritários, desde que sejam garantidas medidas migratórias significativas.
Analistas políticos alertam, no entanto, que a tarefa de formar governo não está assegurada. Mesmo com o apoio de membros de direita, pode haver dificuldades em consolidar uma coligação estável num Parlamento tão fragmentado.
Várias fontes enfatizam que o processo depende de negociações entre grupos parlamentares. Apesar do anúncio de Frederiksen, a possibilidade de novas negociações com a prioridade de reduzir tensões internas permanece em aberto.
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