- O presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, criticou os “sindicatos do século XX” e defendeu “sindicalistas com arrojo” na reforma laboral.
- Montenegro disse que o país precisa de decisões e de implementação rápidas, em vez de rigidez de regras que limitam bons projetos para jovens trabalhadores.
- Falou em Porto de Mós, Leiria, no encerramento da 15.ª Universidade Europa, questionando se Portugal vai ficar para trás ou agir para resolver os problemas.
- Afirmou que não se pretende retirar direitos, mas melhorar o exercício dos direitos dos trabalhadores para obter melhores resultados.
- As negociações da reforma laboral terminaram sem acordo entre o Governo e os parceiros sociais; a ministra do Trabalho disse que um parceiro foi intransigente, e o Governo pretende levar a iniciativa ao parlamento.
O presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, pediu mais arrojo aos sindicalistas na discussão da reforma laboral. Em Porto de Mós, durante o encerramento da 15.ª Universidade Europa, criticou os sindicatos que, segundo ele, ainda atuam com regras do século XX.
Montenegro defendeu que o país precisa de sindicatos, empresários e políticos com visão para o século XXI. Voltou a dizer que a atual concertação social não tem resolvido questões centrais para jovens trabalhadores e projetos com bons salários.
O líder social-democrata questionou se Portugal vai ficar à margem ou agir para resolver problemas. Garantiu que ninguém pretende retirar direitos, mas quer exercitar direitos com melhores resultados para trabalhadores e empresas.
Reforma laboral e perspetivas de implementação
O chefe do executivo afirmou que a Europa destaca exemplos de decisão rápida e de arrojo. Afirmou que Portugal precisa de maior capacidade de decidir e de implementar políticas mais competitivas.
Montenegro disse que a flexibilidade do mercado de trabalho pode beneficiar trabalhadores, desde que seja orientada para ganho de produtividade e remuneração. Criticou a oposição de ideias que, na sua leitura, impede avanços necessários.
Antes, questionou como enfrentar os desafios do século XXI com receitas do século passado, apontando para mudanças nos conteúdos dos partidos e dos sindicatos. Chamou à discussão com humildade e espírito democrático.
As negociações da reforma laboral terminaram na quinta-feira sem acordo entre o Governo e os parceiros sociais. A ministra do Trabalho informou que um dos parceiros se manteve intransigente, mas o governo planeia apresentar uma iniciativa ao parlamento.
Entre na conversa da comunidade