- O Pentágono iniciou a divulgação da primeira tranche de 162 ficheiros desclassificados sobre OVNIs, relativos a 1948 a 2026, incluindo 120 PDFs, 28 vídeos e 14 imagens de agências como o Departamento de Defesa, o FBI, a NASA e o Departamento de Estado.
- O arquivo está disponível num site com estética retro que reúne antigos telegramas, documentos do FBI e transcrições da NASA de voos espaciais, sem apresentar provas definitivas de vida extraterrestre.
- Entre os avistamentos relatados constam um objeto luminoso a fazer curvas de 90 graus sobre o Cazaquistão e Buzz Aldrin a observar uma fonte de luz durante a Apollo 11; não há evidência conclusiva de coisa extraterrestre.
- Alguns membros do Congresso pressionam pela divulgação de mais documentos; grande parte do material permanece parcialmente oculto para proteger identidades e localizações, além de ter sido classificado como não resolvido ou já discutido anteriormente.
- O objetivo é promover a transparência, embora especialistas alertem para possível má interpretação dos vídeos; Trump afirmou que a divulgação permite às pessoas decidir por si próprias.
Cinco décadas de investigação e divulgação marcam o lançamento inaugural de ficheiros oficiais sobre objetos voadores não identificados nos EUA. A primeira tranche de 162 ficheiros desclassificados abrange documentos entre 1948 e 2026. Os materiais incluem 120 PDFs, 28 vídeos e 14 imagens de várias agências, entre as quais o Departamento de Defesa, o FBI, a NASA e o Departamento de Estado. O objetivo declarado é aumentar a transparência sobre avistamentos relatados.
O conjunto de documentos é alojado num site dedicado, com design retroural, apresentando imagens militares em preto e branco e textos com tipografia reminiscentemente de máquinas de escrever. Entre os relatos constam observações relatadas por astronautas e pilotos, bem como telegramas e transcrições históricas. No entanto, não existem provas conclusivas de vida extraterrestre ou de tecnologia alienígena.
Diversos itens chamam a atenção, incluindo um avistamento de um objeto luminoso que terá executado curvas de 90 graus sobre o Cazaquistão e uma nota associada a Buzz Aldrin durante a missão Apollo 11. O Pentágono afirma que a maior parte do material permanece incompleto ou redigido em partes para proteção de identidades e locais, e que muito do conteúdo já foi discutido publicamente no passado.
Conteúdo divulgado e contexto
Alguns ficheiros descrevem uma entrevista do FBI com uma pessoa identificada como piloto de drone, que em setembro de 2023 alegou ter visto um objeto linear com uma luz intensa que permitia discernir faixas dentro da luz no céu. A narrativa aponta que o objeto permaneceu visível entre cinco a dez segundos, após o que a luz apagou e o objeto desapareceu. Outro documento apresenta uma fotografia da NASA ligada à missão Apollo 17, de 1972, mostrando três pontos numa formação triangular.
O Pentágono acrescenta que não há consenso sobre a natureza da anomalia, embora uma análise preliminar subsequente indique a possibilidade de um objeto físico. Em paralelo, alguns membros do Congresso dos EUA têm feito pressão para a divulgação de mais documentação sobre o tema. O objetivo oficial da divulgação é promover a transparência, sem que haja uma conclusão sobre a natureza dos objetos. Experts alertam para o risco de interpretações erradas dos vídeos disponibilizados.
Reações e continuidade
O Presidente Donald Trump comunicou, via Truth Social, que a divulgação permite que o público decida por si próprio sobre o que vê. A equipa governamental não forneceu até ao momento dados que confirmem vida extraterrestre. Observadores ressaltam que parte do material permanece sujeito a redacções, mantendo aspetos sensíveis sob proteção. A polémica envolve, sobretudo, o equilíbrio entre transparência pública e segurança de informações sensíveis.
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