- O Washington Post venceu o Prémio Pulitzer de Serviço Público pela análise dos cortes nas agências federais e o impacto dessas mudanças para os cidadãos.
- O New York Times ganhou três prémios do Pulitzer este ano, enquanto a Reuters recebeu dois, e outros veículos mais pequenos também foram reconhecidos.
- A Associated Press foi premiada por uma investigação de três anos sobre o papel de empresas norte‑americanas na maquinaria de vigilância do governo chinês e na forma como as regulamentações são contornadas.
- A Reuters teve ainda reconhecimento numa categoria de reportagem de nicho pelo trabalho sobre a gigante Meta, além da seleção nacional principal.
- O Minnesota Star Tribune foi premiado pela cobertura de um tiroteio numa escola católica em Mineápolis, com foco na precisão e na empatia da reportagem.
O Washington Post venceu o Prémio Pulitzer de Serviço Público pela análise dos cortes drásticos nas agências federais dos EUA, com uma investigação que explica o impacto para os cidadãos. A AP, a Reuters e o New York Times também receberam distinções na edição deste ano. A cerimónia acontece em contexto de dificuldades para o jornalismo norte-americano.
O prémio atribuído ao Post reconhece uma cobertura que revelou como as mudanças propostas pelo governo de Donald Trump afetariam o funcionamento federal e os serviços públicos. A investigação percorreu documentos e entrevistas para esclarecer as consequências das reformas.
O New York Times conquistou três prémios do Pulitzer, consolidando a sua posição entre os vencedores mais premiados. A Reuters recebeu dois prémios, incluindo trabalho de reportagem nacional e um tema de nicho sobre a Meta. Fontes de reconhecimentos adicionais incluíram outros veículos, como o Connecticut Mirror e o podcast Pablo Torre Finds Out.
A cobertura sobre a imprensa, assim como os cortes de pessoal no Washington Post, marcaram o ano. O jornal viu o seu historial de ênfase analítica ser destacado, mesmo frente a reduções significativas de equipas. A CBS News encerrou o seu serviço de rádio de documentada tradição, enquanto a AP ofereceu indemnizações a mais de 120 jornalistas.
A administradora do prémio, Marjorie Miller, sublinhou a relevância de celebrar as comunidades que recebem o reconhecimento. Além das premiações de 2025, destacam-se as categorias de texto, fotografia, áudio, vídeos e gráficos na edição norte-americana.
A AP foi premiada pela investigação de três anos sobre a vigilância chinesa, envolvendo milhares de páginas de documentos que expõem o papel de empresas norte-americanas na relação com o sistema de monitorização chinês. A AP também analisou como ambientes regulatórios permitiram o acesso a tecnologias sensíveis entre Washington e Pequim.
A Reuters venceu o prémio de reportagem nacional por entender o uso da administração Trump para ampliar o poder presidencial e punir adversários. Outro trabalho da Reuters ganhou reconhecimento na área de investigação sobre a Meta e os segredos de sucesso da gigante das redes sociais.
O Minnesota Star Tribune foi premiado pela cobertura de um tiroteio numa escola católica em Mineápolis, com elogios à minúcia e à compaixão da equipa. O ensaio fotográfico do Washington Post sobre uma família que recebeu o primeiro filho, enquanto o pai enfrentava um cancro, também foi premiado.
Julie K. Brown, do Miami Herald, recebeu uma menção honrosa pela investigação de há quase uma década que expôs abusos cometidos por Jeffrey Epstein. Os Prémios Pulitzer distinguem trabalhos realizados em 2025 por meios norte-americanos de informação, incluindo jornalismo de texto, fotografia, áudio e vídeo.
A cerimónia reconhece ainda prémios reservados a livros, música e teatro, numa celebração que envolve várias áreas criativas. Os vencedores recebem 15 mil dólares, com o galardão de Serviço Público em medalha de ouro. As decisões cabem ao Conselho do Pulitzer, sediado na Universidade de Columbia.
Entre na conversa da comunidade