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Dinamarca: empresa funciona sem chefes e gere-se sozinha

Clever elimina chefias e adota equipas autogeridas; 500 trabalhadores partilham a gestão, mantendo a maior rede de postos de carregamento para veículos elétricos

Posto de carregamento inteligente
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  • A Clever, principal operadora dinamarquesa de postos de carregamento para veículos elétricos, funciona sem chefes nem cargos de gestão desde 2025, com cerca de 500 trabalhadores distribuídos por mais de 50 equipas autogeridas.
  • O CEO abdicou do cargo e a empresa passou a ser gerida por decisão conjunta, com funções definidas em áreas como recrutamento e recursos humanos.
  • O cofundador Casper Kirketerp-Møller iniciou, em 2019, a eliminação de camadas hierárquicas, defendendo que as competências humanas são centrais num mundo cada vez mais automatizado.
  • O modelo visa evitar burocracia e permitir respostas rápidas, mantendo uma estrutura orientada por objetivos e sem cadeia de aprovação lenta.
  • Uma auditoria interna de 2024 revelou que 92% dos trabalhadores tinham prazer em ir para o trabalho; a empresa continua sob a propriedade da Andel, que assegura manter a estrutura sem chefes.

A Clever, principal operadora de postos de carregamento para veículos elétricos na Dinamarca, aboliu a hierarquia tradicional. Desde 2025, não há chefes nem cargos intermédios, e a gestão fica nas mãos de equipas autogeridas. A sede fica em Copenhaga.

O fundador Casper Kirketerp-Møller lançou o projeto há mais de uma década, com um pequeno grupo. O objetivo foi ampliar o potencial de cada colaborador, especialmente num mundo cada vez mais automatizado.

Desde 2019, a liderança foi sendo reconfigurada até eliminar o cargo de CEO. A perspetiva é manter a eficiência humana num cenário em que a IA assume parte das tarefas de eficiência operacional.

A decisão parte de uma visão de rapidez de ação: sem múltiplas aprovações, as equipas decidem e executam. A transformação ganhou impulso numa empresa com mais de 500 trabalhadores.

O grupo está dividido em mais de 50 equipas, com 8 a 12 pessoas cada uma, organizadas por objetivos específicos. As funções são claramente definidas, incluindo recrutamento e recursos humanos.

A ideia de gestão horizontal encontra resistência prática: o fundador alerta que libertar toda a estrutura de uma vez pode gerar caos. A cadência gradual é mantida para evitar desequilíbrios.

Especialistas reconhecem que, para além da redução da burocracia, é necessário um conjunto de regras claras para que todos percebam as regras do jogo. A autonomia sem regras pode gerar ambiguidades.

Auditoria interna de 2024 indicou que 92% dos trabalhadores da Clever tinham prazer em ir trabalhar. Este resultado sustenta a atração de ambientes de trabalho horizontais, segundo a empresa.

No início deste mês, Kirketerp-Møller deixou a empresa, mas o acionista Andel assegurou que a estrutura sem chefes será mantida. A empresa manterá o modelo instaurado e a gestão partilhada deve continuar.

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