- O MIL passa a ter duas componentes: Cultura e Política, que chegam a 21 de maio na Casa Capitão, em Lisboa, antes da edição musical em outubro.
- O foco da edição de maio é a reflexão crítica sobre cultura, políticas culturais e o seu papel no presente, com palestras de Geoffrey de Lagasnerie e Malcolm Ferdinand.
- A 21 de maio ocorre a apresentação de uma Ecologia Decolonial, de Malcolm Ferdinand, e no dia seguinte a crítica cultural Cynthia Cruz debaterá Melancolia de Classe – Um Manifesto para a Classe Trabalhadora.
- O programa inclui também um fórum sobre direitos culturais em Portugal, com a participação de Daniel Granados, e debates sobre o impacto das plataformas digitais na cultura e na imprensa, com Kate Pasola e Alice Cappelle.
- Além das sessões, o MIL Cultura e Política agrega filmes e um conjunto de painéis com diversas personalidades, sendo entrada livre mediante inscrição online, excetuando-se os concertos.
O MIL, festival de música que nasceu em 2017, passa por uma reconfiguração. Este ano divide-se em dois momentos: MIL Cultura e Política, em 21 a 23 de Maio, na Casa Capitão, em Marvila, e a edição musical, em Outubro.
A mudança amplia o foco na reflexão cultural. Gonçalo Riscado, diretor do MIL, explica que a vertente crítica ganhou autonomia para abordar políticas culturais e o seu papel no presente. A Casa Capitão acolhe o evento.
MIL Cultura e Política: o que esperar
No dia 21 de Maio, Geoffrey de Lagasnerie, filósofo e sociólogo, e Malcolm Ferdinand, engenheiro ambiental, apresentam a edição de uma obra que compila pensamento sobre ecologia, decolonialidade e sociedade, com foco em 2026.
No dia 22, Cynthia Cruz, crítica cultural norte-americana, discute Melancolia de Classe, analisando como a cultura apaga a consciência de classe e influencia a produção artística atual.
Fórum, debates e artes
A convenção inclui ainda, a 21, um fórum sobre direitos culturais em Portugal, com Daniel Granados, espanhol ligado a um Plano de Direitos Culturais. No dia seguinte, Kate Pasola analisa o impacto das plataformas digitais na prática jornalística.
Alice Cappelle, com canal online de discussão política, aborda o tema da circulação de narrativas políticas na cultura online. Maria Vlachou, da Acesso Cultura, falará sobre desmontar discursos no setor.
Programação diversificada e ações culturais
O MIL reúne ainda artistas e curadores como Margarida Mendes, Hilda de Paulo, Maria Giulia Pinheiro, e investigadores como Apolo de Carvalho. Contará com Jamie de programação musical paralela ao debate público.
Os concertos contam com Sopa de Pedra e Febre 90s, enquanto a edição musical principal ocorre de 7 a 10 de Outubro. Haverá ainda filmes em estreia, Apocalipse nos Trópicos e Orwell: 2+2=5.
Acesso e inscrições
A entrada está livre para quase toda a programação, sujeita a inscrição online prévia. A exceção são os concertos de Sopa de Pedra e Febre 90s. Todo o conteúdo acontece na Casa Capitão, em Lisboa.
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