- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou sanções contra Cuba através de um decreto, alegando que o país é “uma ameaça extraordinária” à segurança nacional.
- As novas medidas visam bancos estrangeiros que apoiam o Governo cubano e impõem restrições na imigração, aumentando a pressão sobre Havana.
- O decreto também sanciona pessoas e entidades dos setores da energia, das minas e de outras áreas da ilha, além de quem seja considerado culpado de graves violações dos direitos humanos.
- Washington acusa o Governo cubano de políticas que prejudicam os Estados Unidos, potencialmente contrárias aos valores de sociedades livres e democráticas.
- As medidas ocorrem num contexto de tensão, com uma manifestação em frente à embaixada dos EUA em Havana, e mantêm o embargo de 1962, acrescido de um bloqueio petrolífero desde janeiro, com apenas um petroleiro russo permitido.
Donald Trump reforçou, esta sexta-feira, as sanções contra Cuba através de um decreto presidencial, alegando que o país representa uma ameaça extraordinária para a segurança nacional dos EUA. As medidas visam restringir atividades de bancos estrangeiros que colaborem com o Governo cubano e limitam direitos de imigração, intensificando a pressão sobre Havana durante a crise económica.
O decreto impõe sanções a pessoas e entidades ligadas aos setores da energia, minas e outras áreas da economia cubana, bem como a indivíduos considerados responsáveis por graves violações dos direitos humanos. Washington acusa o governo cubano de conduzir políticas que prejudicam os Estados Unidos e vão contra valores de sociedades livres.
Paralelamente, em Havana decorre uma manifestação junto à embaixada dos EUA, com pedidos de defesa da pátria e denúncia de ameaças de agressão militar, num contexto de tensões entre os dois países. O embargo dos EUA a Cuba está em vigor desde 1962, e o bloqueio petrolífero aplicado desde janeiro já resultou na entrada de apenas um petroleiro russo até ao momento.
Contexto e desdobramentos
O anúncio sobre as novas sanções ocorre numa conjuntura de pressão económica para Cuba, que enfrenta dificuldades financeiras agravadas pela política externa norte-americana. A administração cubana não reagiu de forma oficial neste texto.
Histórico de medidas
Desde 1962, o embargo permanece ativo, com restrições adicionais impostas por Washington ao longo dos anos. O governo norte-americano justificou o conjunto de medidas com base em alegadas violações de direitos humanos e em políticas consideradas de incompatibilidade com os interesses dos EUA.
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