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Irão executa campeão de karaté de 21 anos; ONU alerta para pena de morte

Teerão executa campeão de karaté de 21 anos, num contexto de aumento de execuções e detenções desde o início da guerra, alerta a ONU

Sasan Azadvar Jonaghani, de 21 anos, detido durante os protestos, foi executado na madrugada de quinta-feira na prisão de Dastgerd, em Isfahan.
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  • Teerão executou Sassan Azadvar Joonqani, 21 anos, campeão de karaté, na madrugada de quinta-feira, na prisão de Dastgerd, Isfahan, após detenção nos protestos.
  • A decisão baseou-se em crimes alegados de moharebeh (inimizade contra Deus) e cooperação com o inimigo, com a acusa de atacar forças de segurança durante os protestos; não houve referências a baixas entre os agentes.
  • A ONU informou pelo menos 21 execuções e mais de 4.000 detenções desde o início da guerra no Irão; a Amnistia Internacional aponta 19 execuções nas últimas semanas e acusações de tortura e desaparecimentos forçados.
  • Organizações de direitos humanos questionam o processo, apontando ambiguidades jurídicas e alegando falta de provas credíveis; a plataforma de advogados sustenta que as acusações não correspondem à definição legal de moharebeh.
  • O funeral ocorreu sob forte segurança, com apenas 10 familiares autorizados a assistir; o Supremo Tribunal confirmou a sentença e o poder judicial sinalizou que os casos devem prosseguir rapidamente, sem suspender execuções.

Teerão executou um atleta de karaté de 21 anos na madrugada de hoje, após a detenção durante protestos. Sassan Azadvar Joonqani foi executado na prisão de Dastgerd, em Isfahan, após ter sido condenado por moharebeh, alegando cooperação com o inimigo. A decisão foi confirmada pelo poder judicial iraniano.

Azadvar foi detido no início de janeiro, durante os protestos nacionais. A família relatou que o funeral decorreu sob forte segurança, com apenas 10 familiares autorizados a assistir. O caso é alvo de contestação por organizações de direitos humanos que questionam as provas apresentadas e o enquadramento legal.

Detalhes do caso

Segundo a agência Mizan, ligada ao poder judicial, o homem atacou com pedras e paus um veículo das forças de segurança, provocou danos nas janelas e lançou pedras e tijolos aos agentes. Não há registo de baixas entre as forças de segurança. A Mizan acrescentou ainda que Azadvar terá tentado preparar gasolina para incendiar um veículo, sem sucesso.

O julgamento ocorreu com representação legal, mas advogados e organizações de direitos humanos contestam a aplicação da figura de moharebeh. O grupo Hengaw afirmou que surgiram graves ambiguidades jurídicas e que não havia provas credíveis contra o arguido. A plataforma Dadban sustenta que as acusações não correspondem à definição legal prevista na legislação iraniana.

Contexto e reações

As testemunhas de direitos humanos apontam para uma escalada de execuções e detenções desde o início da guerra no Irão, no fim de fevereiro. A ONU regista pelo menos 21 execuções e mais de 4.000 detenções neste período. A Amnistia Internacional aponta 19 execuções em semanas recentes e reporta casos de desaparecimentos forçados e tortura.

O chefe do poder judicial, Gholamhossein Mohseni Ejei, disse recentemente que os tribunais devem processar os casos de detidos com maior celeridade e fora dos procedimentos habituais. O governo iraniano reiterou que não suspenderá as execuções, respondendo a apelos internacionais.

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