- Cerca de noventa ex-presidentes de câmara com três mandatos consecutivos deixaram as autarquias; alguns caíram nas chamadas “prateleiras douradas”, assumindo novos cargos em instituições oficiais, em Portugal e no estrangeiro.
- Rui Moreira, ex-presidente do Porto, tornou-se embaixador de Portugal na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE), aos 69 anos.
- Paulo Fernandes, ex-presidente do Fundão, ficou responsável pela Estrutura de Missão para a recuperação das zonas afetadas pelo mau tempo; Ribau Esteves, ex-presidente de Aveiro, passou a presidente da CCDR Centro.
- Álvaro Amaro, ex-presidente de Palmela, é o primeiro secretário da nova Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal; José Alberto Quintino, ex-presidente de Sobral de Monte Agraço, trabalha na Agência de Energia e Ambiente do Oeste.
- Outros ex-autarcas regressaram às profissões, como Ricardo Rio (Braga), Nuno Mascarenhas (Sines), Rogério Bacalhau (Faro) e Eduardo Vítor Rodrigues (Gaia); Basílio Horta (Sintra) reformou-se.
Desde os autarcas que esgotaram o limite de três mandatos, muitos ex-líderes municipais partiram para cargos em instituições oficiais, tanto em Portugal como no estrangeiro. São cerca de 90 presidentes de Câmara que deixaram a governação local, mantendo atividade pública.
Entre os exemplos está Rui Moreira, ex-presidente do Porto. Ao longo de 12 anos, foi visto como independente, mas próximo de António Costa e depois de Luís Montenegro. Aos 69 anos, tornou-se embaixador de Portugal na OCDE.
Paulo Fernandes (PSD), ex-presidente do Fundão, foi nomeado para coordenar a Estrutura de Missão para a recuperação de áreas afetadas pelo mau tempo. Ribau Esteves, ex-presidente de Aveiro, assumiu a presidência da CCDR Centro.
Reposicionamentos e novos cargos
Álvaro Amaro (CDU), ex-Palmela, tornou-se primeiro secretário da nova Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal. José Alberto Quintino, de Sobral de Monte Agraço, trabalha na Agência de Energia e Ambiente do Oeste.
Carlos Pinto de Sá (CDU), antigo líder de Évora, passou a presidir Montemor-o-Novo, num regresso a um cargo que já ocupou entre 1994 e 2012.
Regressos profissionais e reformas
Alguns ex-autarcas regressaram às suas profissões. Ricardo Rio (Braga) tornou-se consultor e docente. Nuno Mascarenhas (Sines) voltou à área financeira na Administração dos Portos de Sines e do Algarve.
Rogério Bacalhau (Faro) e Eduardo Vítor Rodrigues (Gaia) voltaram a lecionar. Carlos Carreiras (Cascais) pediu reforma aos 64, mantendo ligação a projetos municipais. Basílio Horta (Sintra) reformou-se, recuperando de cirurgia. António Anselmo (Borba) também está reformado.
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