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Liberdade de imprensa global atinge mínimo de 25 anos; Portugal cai dois lugares

Relatório RSF aponta mínimo de liberdade de imprensa em 25 anos; Portugal desce para 10.º, Brasil sobe para 52.º, Noruega lidera a tabela

No topo da lista, mais um ano, está a Noruega, o único país a obter uma classificação de "excelente" (92,72 em 100), seguida dos Países Baixos, Estónia, Dinamarca, Suécia e Finlândia
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  • A classificação global da liberdade de imprensa para 2026, da RSF, aponta mínimos em 25 anos; Portugal caiu duas posições para a 10.ª posição, com 83,71 em 100, enquanto a Noruega lidera com 92,72.
  • Portugal desceu do 8.º para o 10.º lugar, mantendo o rótulo de classificação “satisfatório”; no topo estão, pela ordem, Noruega, Países Baixos, Estónia, Dinamarca, Suécia e Finlândia.
  • O grupo de cauda permanece com regimes fortemente restritivos: Arábia Saudita (176.º), Irão (177.º), China (178.º), Coreia do Norte (179.º) e Eritreia (180.º). A Rússia continua entre os menos abertos, em 172.º lugar.
  • A maior queda de 2026 é a do Níger, que recuou 37 posições para o 120.º lugar, refletindo a deterioração na região do Sahel; a Síria, sob Bashar al‑Assad, subiu do 177.º para o 144.º lugar.
  • Brasil sobe de 63.º para 52.º; na América Latina, várias oscilações: Equador 125.º, Peru 144.º, Argentina 98.º, El Salvador 143.º, Venezuela 159.º, Cuba 160.º e Nicarágua 168.º.

A liberdade de imprensa global atingiu um mínimo de 25 anos, segundo a classificação de Repórteres Sem Fronteiras (RSF) para 2026. Portugal caiu duas posições e ocupa o 10.º lugar, com classificação de “satisfatório” (83,71 em 100). A Noruega lidera o ranking pela segunda vez consecutiva.

A RSF aponta que a média entre 180 países analisados nunca foi tão baixa neste último quarto de século. No topo, a Noruega alcança 92,72, seguida pelos Países Baixos, Estónia, Dinamarca, Suécia e Finlândia.

Menos de 1% da população mundial vive em condições consideradas “boas” de liberdade de imprensa, recorda a organização, em contraste com 2002, quando essa parcela era de 20%. No extremo oposto, 52,2% dos países encontram-se em posições de dificuldade.

Gasposição regional e casos-limite

O estudo encerra o ranking com Arábia Saudita (176.º), Irão (177.º), China (178.º), Coreia do Norte (179.º) e Eritreia (180.º). Entre regimes mais restritivos, a Rússia fica em 172.º, citada pela utilização de leis anti-terrorismo para restringir a imprensa.

A maior piora em 2026 verifica-se no Níger, a descer 37 posições para o 120.º lugar, refletindo a deterioração da liberdade de imprensa na região do Sahel, com ataques de vários grupos armados e juntas militares no poder.

Diferenças regionais e impactos na América Latina

Na Síria, a subida de Bashar al-Assad da 177.º para a 144.ª posição deve-se à melhoria registada num contexto de mudanças políticas. Na América Latina, muitas nações recuaram, com destaque para o Equador (125.º, queda de 31), após episódios de violência ligada ao crime organizado.

A Argentina recuou 11 posições, indo para o 98.º lugar, enquanto El Salvador desceu dois dígitos, chegando ao 143.º. Venezuela manteve-se entre as caídas, ocupando o 159.º lugar, Cuba está no 160.º e a Nicarágua no 168.º, com panorama mediático considerado em ruínas.

No Brasil, observa-se uma melhoria sólida, subindo do 63.º lugar em 2025 para o 52.º em 2026. A Colômbia destacou-se na região com avanço de 13 posições, chegando ao 102.º lugar, ainda abaixo de países com melhor desempenho.

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