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Liberdade de imprensa em Portugal cai dois lugares, nível mais baixo em 25 anos

Portugal cai para o décimo lugar na classificação da liberdade de imprensa da RSF, em meio ao recuo global e ao ambiente de jornalismo criminalizado

Irão no fundo da lista da RSF (177.º), junto da Arábia Saudita, China, Coreia do Norte e Eriteia
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  • A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) diz que a liberdade de imprensa global atingiu o nível mais baixo em vinte e cinco anos, com 180 países analisados.
  • Portugal desce dois lugares e fica em 10.º, com uma classificação de satisfatório (83,71 em 100).
  • No topo da lista está a Noruega, com classificação de excelente (92,72 em 100; é o único país com esse rótulo), seguida pelos Países Baixos, Estónia, Dinamarca, Suécia e Finlândia.
  • A RSF aponta várias quedas na região, incluindo o Níger (queda de 37 posições, até 120.º) e a Síria a subir até ao 144.º; entre os latino-americanos, Equador desceu para 125.º e o Peru para 144.º, enquanto o Brasil subiu para 52.º.
  • No fundo da tabela permanecem Arábia Saudita, Irão, China, Coreia do Norte e Eritreia; a Rússia mantém-se entre os menos livres, com restrições legais para limitar a imprensa.

A liberdade de imprensa global está no nível mais baixo dos últimos 25 anos, segundo a Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Portugal cai duas posições para o 10.º lugar, na avaliação de 2026, com classificação considerada “satisfatória”.

A RSF assinala que a pontuação média de 180 países analisados nunca foi tão baixa neste último quartel do século. Em Portugal, a nota é 83,71 em 100, refletindo a tendência global de endurecimento sobre o jornalismo.

No topo da lista, a Noruega mantém-se em primeiro lugar com classificação de “excelente” (92,72). Seguem-se Países Baixos, Estónia, Dinamarca, Suécia e Finlândia, numa frente comum de liberdade de imprensa.

Não tarda, menos de 1% da população mundial tem o que a RSF designa como situação “boa”; em 2002 esse valor era de 20%. Por outro lado, 52,2% dos países estão em posições “difíceis” ou “muito difíceis”.

No fundo da lista

A RSF aponta para o encerramento da lista com Arábia Saudita (176.º), Irão (177.º), China (178.º), Coreia do Norte (179.º) e Eritreia (180.º). A Rússia mantém-se em posição 172.º, com restrições associadas a leis contra terrorismo, separatismo ou extremismo.

A maior queda de 2026 pertence ao Níger, recuando 37 lugares para o 120.º. A deterioração resulta de ataques Armados e de intervenções militares na região Sahel.

Deslocações regionais e casos específicos

A Síria sobe da 177.ª para a 144.ª posição, acompanhando alterações no cenário político. Na América Latina, o Equador perde 31 lugares, fixando-se no 125.º, em contexto de criminalidade organizada e assassinatos de jornalistas.

O Peru recua 14 posições, para o 144.º, após ataques e assassinatos de profissionais de comunicação. Argentina cai 11 posições para o 98.º; El Salvador desce 8 lugares para o 143.º.

Na região, a Venezuela figura no 159.º, a Margarina 160.º na sequência de incertezas quanto a garantias da imprensa. Cuba fica no 160.º, com repressão e operação de jornalistas independentes. Nicarágua ocupa o 168.º, com um panorama mediático em ruínas.

Já a Colômbia destaca-se pela subida de 13 posições, fixando-se no 102.º lugar. O Brasil, por sua vez, avança de 63.º para 52.º, mantendo a tendência de melhoria entre os países da região.

Fonte: Repórteres Sem Fronteiras (RSF), avaliação de 2026.

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