- A ONU informou que o Irão executou pelo menos 21 pessoas e deteve mais de 4.000 desde o início da guerra no Médio Oriente.
- Entre fevereiro e março, nove execuções estavam ligadas aos protestos de janeiro, dez por afiliação a Ma’anad e grupos de oposição, e duas por acusações de espionagem.
- A ONU acrescentou que, desde 9 de março de 1404, estima-se que mais de 4.000 pessoas tenham sido detidas por acusações relacionadas com segurança nacional.
- Folker Türk, alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, afirmou estar “chocado e preocupado” com a situação e pediu o fim das execuções e a libertação dos detidos.
- Segundo o relatório, muitos detidos desapareceram, foram torturados ou viram as sentenças de morte aceleradas, com minorias a sofrerem maior risco.
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Folker Turk, expressou preocupação com a escalada de execuções no Irão e com a deterioração dos direitos do povo iraniano, no contexto da guerra em curso. A ONU alerta para impactos adicionais da violência no país.
Segundo a ONU, já foram executadas pelo menos 21 pessoas e mais de 4.000 detidas desde o início do conflito no Médio Oriente. As cifras incluem casos ligados a protestos de janeiro e a alegadas ligações a grupos de oposição.
As autoridades iranianas intensificaram as condenações e execuções desde o início da guerra, com o uso frequente do pretexto da segurança nacional. Em paralelo, muitas detenções resultaram em desaparecimentos, torturas ou encenação de sentenças de morte.
Detenções e riscos para minorias
A ONU estima que, desde 9 de março, mais de 1.400 pessoas tenham sido detidas por razões ligadas à segurança nacional, com risco elevado para minorias e dissidência.
Relatos indicam que muitos detidos foram alvo de détinções arbitrárias. A fiscalização judicial tem acelerado processos de condenação, alimentando temores de violações sistemáticas dos direitos humanos.
Reforço do apelo às autoridades iranianas
O órgão internacional pediu ao governo do Irão para suspender as execuções e libertar pessoas detidas de forma arbitrária. A ONU alerta para abusos de segurança nacional como pretexto para prisões generalizadas.
A situação agrava-se perante a guerra e as consequências sociais no Irão, já complexas para comunidades vulneráveis, detentoras de direitos reconhecidos pela lei internacional.
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