- O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, acusou o primeiro-ministro Luís Montenegro de estar “desligado da realidade” face à inflação, e disse que os números da execução orçamental deveriam alarmar o Governo.
- A exposição ocorreu à entrada da reunião da Comissão Política Nacional do PS, a primeira desde a reeleição de Carneiro.
- A execução orçamental do primeiro trimestre de 2026 mostrou aumento da receita de impostos sobre combustíveis, facto que Carneiro ligou à carga fiscal sobre famílias e empresas.
- Carneiro questionou a posição do Governo sobre a inflação, referindo dados rápidos do INE que apontaram 3,4% em abril, e acusou o Governo de não ter sensibilidade para as dificuldades das pessoas.
- O líder socialista criticou o Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), dizendo que é visto como propalando “marketing” e pediu esclarecimentos sobre financiamento, mapas de obras e municípios beneficiados.
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, acusou o primeiro-ministro de estar descolado da realidade e de não compreender o impacto da inflação nas famílias, empresas e trabalhadores. A crítica surgiu à saída da reunião da Comissão Política Nacional do PS, em Lisboa, onde foi reelevado.
O líder socialista afirmou que a divulgação da execução orçamental do 1.º trimestre de 2026, com subida de receita de impostos sobre combustíveis, deveria alarmar o Governo. Disse que o Governo tem agravado a carga fiscal sem necessidade.
Carneiro criticou ainda a posição do PM sobre a inflação, lembrando a aceleração para 3,4% em abril segundo o INE. Considerou incompreensível a opinião de Montenegro de que não é ainda momento de alarme.
Contexto económico
O secretário-geral referiu que, perante a subida do custo de vida, medidas foram tomadas há meses pelo PS, por exemplo durante o início da guerra na Ucrânia, e que o Governo chega tarde ou reage mal. Falou também sobre o Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR).
Carneiro classificou o PTRR como um conjunto de medidas de marketing e afirmou que muitos itens já estavam em curso. Questionou quais os recursos e o mapa de execução, bem como os municípios que vão beneficiar dos investimentos.
O líder do PS foi ainda questionado sobre a revisão da lei laboral, próxima ao Dia do Trabalhador, mas limitou-se a dizer que o Governo tem sido teimoso nessa matéria e preferiu não alongar-se.
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