- Montenegro tentou colar PS e Chega na ideia de propostas convergentes durante o debate pós-PTRR, numa intervenção direta para gerar ruído junto do público.
- O primeiro-ministro anunciou uma moratória de mais doze meses nos créditos às empresas e defendeu o PTRR, no valor de vinte e dois vírgula seis mil milhões de euros até 2034.
- A oposição criticou a gestão dos apoios às tempestades, alegando atrasos em comunicações, apoios agrícolas por pagar e problemas na reconstrução, com André Ventura a atacar o Governo.
- Ventura disse que não quer um Governo, quer uma seguradora, e qualificou o PTRR como uma fraude política; Montenegro acusou-o de improviso e irresponsabilidade.
- No centro do debate esteve o custo de vida: o PS pediu IVA zero para o cabaz alimentar básico; o Governo afirmou mobilizar cento e cinquenta milhões de euros mensais para mitigar a inflação, mantendo disciplina orçamental.
Montenegro voltou a colocar o PS e o Chega no mesmo tom de convergência, numa sessão marcada pelo debate pós-PTRR, pela reforma laboral e pelo agravamento do custo de vida. O prisma foi político, com acenos de parceria, mas o foco permaneceu nas medidas económicas urgentes.
No centro das leituras estavam anúncios governamentais. O Executivo anunciou uma moratória adicional de 12 meses para créditos às empresas, visando atenuar impactos das tempestades. Ao mesmo tempo, reforçou a defesa do PTRR de 22,6 mil milhões de euros até 2034, entendido como resultado de uma concertação nacional.
Combate político e custos de vida
A oposição manteve críticas severas. Ventura acusou o Governo de falhar nos apoios prometidos, apontando situações como comunicações interrompidas e atrasos em reconstrução. Chamou a gestão de uma eventual seguradora, sugerindo que uma empresa privada poderia gerir melhor o apoio público sem explicar a fundamentação.
Ventura reforçou que muitos planos estruturais, incluindo saúde, habitação e o PTRR, não produziram resultados. Definiu o PTRR como uma fraude política e acusou o Governo de improvisação, pedindo responsabilidade no planeamento.
Custo de vida em foco
O PS colocou o custo de vida no centro do debate. Carneiro pediu a adoção transitória de IVA zero no cabaz de bens essenciais, alegando aumentos desde início do ano que afetam o rendimento familiar.
Montenegro respondeu que o Executivo está a mobilizar cerca de 150 milhões de euros mensais para frear a inflação, mas avisou que não haverá descontrole orçamental. A estrutura de apoios ficará sujeita a regras de sustentabilidade.
Reforma laboral em aberto
No que toca às reformas laborais, persiste o impasse entre defesa de direitos e necessidade de competitividade. Ventura diz que não devem recuar em direitos de mães trabalhadoras, turnos e horas extraordinárias, condicionando eventuais cortes à melhoria das condições de reforma. Montenegro mantém a prioridade de valorizar o trabalho, sem ceder a pressões de distribuição indiscriminada de apoios.
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