- A CGTP vai convocar uma nova greve geral para 2 de junho, Dia do Trabalhador, contra o pacote laboral do Governo, com anúncio esperado a 1 de maio.
- A decisão foi aprovada no Conselho Nacional da CGTP; o secretário-geral, Tiago Oliveira, indicou que as conclusões serão divulgadas a 1 de maio.
- O Governo já marcou uma reunião da Concertação Social para 7 de maio, para dar continuidade às negociações sobre as leis laborais.
- A União Geral de Trabalhadores rejeitou por unanimidade a proposta de reforma laboral, mas sinalizou portas abertas para novas negociações, cabendo à central decidir sobre adesão à greve.
- O Anteprojecto de reforma da legislação laboral, denominado Trabalho XXI, foi apresentado a 24 de julho de 2025 e prevê mais de 100 alterações ao Código do Trabalho; a greve de dezembro foi conjunto entre CGTP e UGT.
A CGTP anunciou uma nova greve geral para o dia 2 de junho, em protesto contra o pacote laboral do Governo. O anúncio será feito no 1º de Maio, durante as celebrações do Dia do Trabalhador.
A paralisação foi aprovada durante a reunião do Conselho Nacional da CGTP, realizada na terça-feira. O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, indicou que as conclusões da reunião serão divulgadas na sexta-feira, no âmbito das comemorações do 1º de Maio. A organização pretende manter a mobilização como resposta ao deteriorar do custo de vida e às alterações laborais em discussão.
Convocatória e contexto
O Governo agendou uma nova reunião com a comissão permanente da Concertação Social para 7 de maio, com o objetivo de dar continuidade às negociações sobre as leis laborais. Na semana anterior, a UGT rejeitou por unanimidade a proposta de reforma laborar apresentada pelo Governo, mas manteve a possibilidade de novas negociações.
Negociações em curso e posição da UGT
A central sindical deverá decidir, após o encontro de 7 de maio, se irá aderir à greve de 2 de junho. A CGTP tem mantido a posição de que o pacote laboral prejudica trabalhadores e aumenta o custo de vida, defendendo mudanças no conjunto das propostas do executivo. A UGT ainda não confirmou uma decisão definitiva sobre a participação no protesto, aguardando os desenvolvimentos das negociações.
Contexto do anteprojeto trabalhista
O anteprojeto de reforma da legislação laboral, denominado Trabalho XXI, foi apresentado pelo Governo em 24 de julho de 2025. O texto prevê mais de 100 alterações ao Código de Trabalho, com o objetivo de promover uma revisão profunda das regras laborais em Portugal. O processo está a provocar diálogo entre o Governo, sindicatos e entidades representativas do empresariado.
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