- A FCC ordenou à Disney que apresente um pedido de renovação das licenças das estações locais da ABC com várias anos de antecipação face ao calendário normal, já que as licenças expiram entre 2028 e 2031.
- O pedido surge num contexto de polémica entre Donald Trump, Melania Trump e Jimmy Kimmel, após uma piada considerada “apelo à violência” dirigida à primeira-dama.
- A FCC não justificou a decisão no aviso administrativo; a Disney afirmou ter recebido o pedido e mostrou confiança nas suas competências para manter as licenças.
- O ex-presidente exigiu publicamente que a ABC despedisse Kimmel; Melania Trump também pediu à ABC que interviesse face aos comentários do apresentador.
- O caso ocorre num historial de tensões entre a rede e a audiência conservadora, que já associou Kimmel a episódios de controvérsia e discussões sobre censura.
A Comissão Federal de Comunicações (FCC) ordenou à Disney que apresente um pedido de renovação das licenças das estações locais da ABC, antecipando-se alguns anos ao calendário previsto. A medida surge num momento de polémica pública envolvendo o casal Trump e o apresentador Jimmy Kimmel, após críticas ao conteúdo do humorista. A FCC ainda não explicou a motivação administrativa da decisão. A Disney indicou ter tomado conhecimento do pedido e confia que o histórico de serviços demonstra as qualificações para as licenças.
O Presidente Donald Trump exigiu publicamente a demissão de Kimmel, alegando que uma piada do apresentador incita violência ao referir-se à primeira-dama Melania Trump. Melania Trump também pediu à ABC que intervenha face ao tom do humorista, afirmando que o conteúdo não é adequado e que contribui para a polarização. A primeira-dama utilizou a rede social X para reiterar que conteúdos desse tipo não devem ter espaço no lar dos americanos.
Jimmy Kimmel protagonizou a polémica ao fazer uma paródia do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca no seu programa, dois dias antes do evento, envolvendo os convidados, incluindo o casal presidencial. O incidente ocorreu numa altura em que houve uma interrupção de segurança no hotel onde decorreu o jantar, com um homem armado a disparar perto do local. A paródia também mencionou a primeira-dama através de sátira com recurso a uma imagem gerada por inteligência artificial que foi criada e depois removida.
A ABC/Disney já enfrentou controvérsias anteriores ligadas a Kimmel, tendo suspendido o apresentador no passado após críticas de setores da direita. A FCC, sob a liderança de Brendan Carr, associada ao grupo republicano, ameaçou anteriormente retirar licenças por distorção informativa e teorias falsas, sugerindo que as licenças pudessem ser revistas para manter a confiança do público. A emissora acabou por readmitir Kimmel, uma semana após a suspensão, defendendo a natureza humorística do conteúdo.
Melania Trump declarou que o conteúdo do programa não representa comédia e responsabilizou o humorista por aprofundar divisões políticas nos Estados Unidos. A primeira-dama questionou também quantas vezes a administração da ABC permitirá comportamentos considerados ofensivos. O episódio resultou numa tensão entre a administração presidencial e a empresa detentora das licenças, com a FCC a monitorizar o caso no contexto de regulação de conteúdos e de licenciamento de meios de comunicação.
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