- José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, acusa o Governo de “asfixia democrática” e de limitar o espaço mediático, não respondendo a jornalistas.
- Alega que o Governo usa temas como estrangeiros, burcas e a lei da nacionalidade para distrair a opinião pública e ocupar a agenda mediática.
- Critica a possível intervenção na composição de estruturas de administração de órgãos de comunicação social, incluindo a Lusa.
- O PS apresentou, no início deste mês, um projeto de lei para alterar os estatutos da Lusa, criando um Conselho de Opinião e um Conselho Geral Independente (CGI) para escolher o Conselho de Administração.
- Em 12 de março, trabalhadores da Lusa manifestaram-se contra a reestruturação e o novo modelo de governação; o ministro da Presidência afastou a fusão com a RTP e defendeu a desgovernamentalização da agência.
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, acusa o Governo de asfixia democrática, afirmando que o executivo tenta limitar o espaço mediático e criar instrumentos de distração da opinião pública. O alvo são conferências de imprensa que não respondem a perguntas e mudanças na gestão de órgãos de comunicação social, como a Lusa.
Carneiro sustenta que o Governo pretende mexer na composição das estruturas da Lusa e influenciar a agenda mediática. O líder socialista refere-se a temas como estrangeiros, burcas e lei da nacionalidade como exemplos de distração do quotidiano dos cidadãos.
O PS apresentou este mês um projeto de lei para alterar os estatutos da Lusa, inspirados no modelo da RTP, visando criar um Conselho de Opinião e um Conselho Geral Independente. O objetivo, segundo o partido, é assegurar maior transparência e escrutínio.
Contexto institucional
Os novos estatutos da Lusa prevêem um Conselho Consultivo e audições anuais do Conselho Geral Independente e do Conselho de Administração. A Direção de Informação ficaria fora de audições regulares.
Situação na prática
No dia 12 de março, trabalhadores da Lusa manifestaram-se contra a reestruturação e a possível mudança da sede para instalações da RTP. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afastou fusões com a RTP e questionou o timing do PS.
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