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Livre acusa Governo de depender do Chega na revisão das leis laborais

Líder do Livre acusa Governo de depender do Chega para maioria na revisão laboral, dizendo que a proposta fragiliza trabalhadores e a estabilidade do código

Isabel Mendes Lopes, do Livre
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  • A líder do Livre, Isabel Mendes Lopes, acusou o Governo de irresponsabilidade e intransigência na revisão das leis laborais e de depender da instabilidade do Chega para obter maioria.
  • Reforçou que a UGT rejeitou a proposta governamental, vendo a medida como contrária a uma melhoria do código laboral para trabalhadores e empresas.
  • Alegou que o processo negocial em concertação social foi pouco claro e justo, com a CGTP afastada das negociações e a UGT sob forte pressão.
  • Dicionário político: além dos parceiros do Governo na AR, o Livre vê apenas dois eventuais aliados — o Chega e a Iniciativa Liberal — que podem suportar a mudança.
  • Indicou que, se aprovada, a reforma pode tornar a vida dos trabalhadores mais precária, apontando a falta de foco numa semana de quatro dias como falha da proposta.

A líder parlamentar do Livre acusou o Governo de irresponsabilidade e de depender da instabilidade do Chega para obter maioria na revisão das leis laborais. A declaração foi feita na Assembleia da República, na quinta-feira.

A deputada classificou a proposta governamental como contrária ao que é necessário para um código laboral estável. Disse que trabalhadores precisam de uma vida mais previsível e que as empresas beneficiariam de regras mais estáveis para manterem a competitividade.

A dirigente do Livre disse ainda que o processo negocial foi pouco claro e injusto para os trabalhadores, com a CGTP alegadamente afastada e a UGT amplamente pressionada ao longo das negociações.

Repercussões políticas e sindicais

Para o Livre, o Governo apenas pode negociar com o Chega ou com a Iniciativa Liberal, dado o suporte político de PSD e CDS.

Segundo a líder, o Chega tem alterado várias posições ao longo do próprio dia, o que, na prática, compromete a estabilidade necessária para o Código Laboral.

A crítica principal é que aprovar mudanças sem consenso alargado pode tornar a vida dos trabalhadores mais precária, incluindo os jovens, e não reflete propostas de reforma como a semana de trabalho de quatro dias.

Perspectiva de estabilidade e diálogo

A parlamentar do Livre questionou que tipo de estabilidade resulta de uma alteração parlamentar ao Código Laboral com o actual alinhamento entre Governo, Chega e IL.

A afirmação final reiterou a ideia de que a insistência do Governo numa reforma sem apoio social alargado não atende às preocupações dos trabalhadores nem à maioria dos partidos, segundo a leitura do Livre.

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