- O Chega pediu que o depoimento da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, na comissão de inquérito ao INEM fosse enviado ao Ministério Público, por alegadas falsas declarações.
- A proposta foi aprovada com 10 votos a favor e 9 contra, com apoio de deputados do PS; o Chega vê potencial crime caso se confirme.
- O PS, embora não subscrevendo todas as observações do Chega, afirma que existem contradições que devem ser esclarecidas.
- O Chega aponta incoerências entre as declarações da governante e as versões de entidades ligadas ao INEM e à saúde, bem como entre declarações próprias.
- Foi também aprovado o reinício do interrogatório de Cristina Vaz Tomé na comissão, com o PSD a defender parecer jurídico sobre a possibilidade de nova ida ao grupo parlamentar.
O requerimento do Chega para enviar ao Ministério Público o depoimento da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, na comissão de inquérito ao INEM foi aprovado esta quinta-feira. A decisão ocorreu com votos a favor de 10 deputados e contra de 9, na presença de membros do PS. O objetivo é averiguar se houve prestação de falsas declarações.
O Chega sustenta que existem incoerências e contradições entre as declarações da governante e as informações de entidades decisivas do INEM e de responsáveis políticos. O partido afirma que, caso se confirme, poderá configurar crime. Marta Silva, deputada do Chega, apresentou o requerimento.
Os deputados socialistas destacaram que, embora o partido não subscreva todas as observações, as contradições devem ser esclarecidas. Sofia Andrade, do PS, ressalvou que o objetivo não é inviabilizar a votação, mas esclarecer pontos de dúvida.
Também foi aprovado o requerimento do PS para voltar a ouvir Cristina Vaz Tomé na comissão, com o objetivo de confrontá-la com novas declarações. O PSD opõe-se a esta decisão e deverá solicitar parecer jurídico sobre a possibilidade de apresentar novamente o requerimento, já inicialmente chumbado.
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