- O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que não se demite, alegando que as acusações sobre a nomeação de Peter Mandelson como enviado do Reino Unido em Washington ficaram esclarecidas.
- Starmer enfrenta novos apelos para demitir-se, após admitir ter feito um erro de julgamento na nomeação do político para o cargo cobiçado.
- Olly Robbins, alto funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros, depôs perante uma comissão parlamentar e afirmou que não foi informado sobre problemas na verificação de segurança de Mandelson.
- Robbins descreveu que o gabinete de Downing Street pressionou funcionários públicos para aprovarem a nomeação, parecendo ignorar preocupações de segurança.
- Morgan McSweeney, antigo assessor de Starmer, que se demitiu por causa do caso, deverá testemunhar perante os deputados na terça-feira; Mandelson assumiu o cargo em fevereiro de 2025.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, recusou demitir-se, afirmando que as acusações de indução em erro na nomeação de Peter Mandelson para Washington já ficaram esclarecidas. A afirmação foi feita no Parlamento, num momento de pressão política crescente.
Starmer justificou que, se tivesse conhecimento de problemas na verificação de segurança, não teria autorizado a nomeação. Deu como exemplo o depoimento do mais alto funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Olly Robbins, que contraditou a ideia de partilha de informações.
O chefe de governo acusou Robbins de não ter informado sobre as restrições detectadas na verificação, rejeitando as alegações de desonestidade. Acrescentou que a nomeação só avançou com base em informações que não continham esses problemas, até à data.
Mandelson foi nomeado enviado do Reino Unido em Washington em dezembro de 2024 e tomou posse em fevereiro de 2025, num período próximo à tomada de posse do presidente norte-americano. A gravidade dos riscos não foi tornada pública pela fiscalização.
Morgan McSweeney, antigo assessor de Starmer, deve comparer perante os deputados na próxima terça-feira, após ter deixado o cargo devido ao caso. O seu papel na crise é considerado relevante para o desenrolar do tema.
Robbins disse que o gabinete de Downing Street pressionou funcionários públicos para aprovarem a nomeação, alegando que as preocupações com a segurança foram ignoradas. O ex-funcionário descreveu o tom como insistente, não apenas um pedido rápido.
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