- José Luís Carneiro disse não haver oposição interna ao PS; se existisse, ter-se-iam apresentado candidaturas nas últimas diretas.
- O secretário-geral afirma que as pessoas estão mais preocupadas com o custo de vida do que com política interna dos partidos.
- Questionado sobre Duarte Cordeiro e Pedro Nuno Santos, Carneiro escusou-se a comentar, dizendo apenas que estes vão concordar com as propostas apresentadas para enfrentar o aumento do custo de vida.
- A Comissão Nacional do PS, eleita recentemente, apontou 90% de apoio no Secretariado Nacional e 88% na Comissão Política Nacional; reflectiu novidades como Ana Mendes Godinho e Luísa Salgueiro.
- Duarte Cordeiro afirmou à Lusa ter recusado o convite para a Comissão Política Nacional por não ver correspondidas as suas preocupações, ficando menos comprometido com a liderança.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, rejeitou nesta terça-feira que exista uma oposição interna à sua liderança, durante uma visita ao Mercado de Alvalade, em Lisboa. Explicou que, se houvesse resistência, teriam surgido candidaturas nas últimas eleições diretas, o que não aconteceu. O objetivo é manter o foco nas questões económicas que afetam os cidadãos.
Carneiro afirmou ainda que não há oposição dentro do partido. Afirmou, citando as próprias eleições, que se tivesse havido resistência, haveria de haver concorrentes nas listas para a liderança. Questionado sobre Duarte Cordeiro e Pedro Nuno Santos, preferiu não comentar de forma direta, referindo apenas que os seus apoiantes concordarão com as propostas para enfrentar o aumento do custo de vida.
O líder socialista disse que, durante a passagem pelo mercado, não houve relato de temas de política interna entre os consumidores que o abordaram. Referiu que as preocupações tangíveis são o custo de vida, o custo dos combustíveis e a gestão das despesas mensais.
O que mudou no PS após o 25.º Congresso
A Comissão Nacional do PS realizou no fim de semana as suas eleições internas. O Secretariado Nacional obteve 90% dos votos e a Comissão Política Nacional ficou com 88% de adesão. O Secretariado mantém parte dos atuais dirigentes, mas inclui novidades como Ana Mendes Godinho e Luísa Salgueiro, além de ex-deputados.
Na Comissão Política Nacional defendida por Carneiro, mais da metade dos cargos foi renovada. Entre os nomes surgem antigos ministros Fernando Medina, Mariana Vieira da Silva e Alexandra Leitão, bem como os eurodeputados Francisco Assis e Ana Catarina Mendes. O conjunto de alterações aponta para uma renovação moderada da liderança e equipa.
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