- A Câmara Municipal da Horta expressou preocupação com restrições à operacionalidade do Aeroporto da Horta impostas pela ANAC, que levaram voos da Azores Air Lines a desviarem para o Pico.
- O notam emitido pela Autoridade Nacional da Aviação Civil alerta para constrangimentos em dias de chuva devido à degradação do piso das cabeceiras da pista, limitando operações de aeronaves de maior porte (A320) na rota Lisboa/Horta.
- A concessionária do aeroporto, ANA/VA — Aeroportos de Portugal (detida pela VINCI), é apontada como responsável por manter as condições de operabilidade e pela recarga do pavimento, tendo obras prometidas mas ainda não iniciadas.
- O presidente da Câmara, Carlos Ferreira, vai reunir-se em Lisboa com a presidente da ANAC, Ana Vieira de Mata, para encontrar soluções que mantenham ligações diretas Lisboa-Horta com condições de segurança.
- As restrições geram protestos nas redes sociais, com impactos na mobilidade de residentes e na imagem turística do Faial, uma vez que as ligações têm sido desviadas para o aeroporto do Pico.
A Câmara Municipal da Horta expressou nesta terça-feira preocupação com as restrições à operação do Aeroporto da Horta impostas pela ANAC. Os avisos indicam limitações no funcionamento da pista devido ao piso degradado, em especial em condições de chuva, o que tem levado a que os voos da Azores Airlines façam escala no Pico.
O aviso, na forma de um notam emitido pela Autoridade Nacional da Aviação Civil, aponta que o piso das cabeceiras pode colocar em risco operações de aeronaves como o A320 em ligações Lisboa-Horta. A concessionária ANA VINCI é responsável pela manutenção do aeroporto, nomeadamente pela recuperação do pavimento, que ainda não arrancou.
Desdobramentos e próximos passos
O presidente da Câmara, Carlos Ferreira, afirmou que a concessionária deve assegurar condições de operação, ainda que haja restrições ao número de passageiros e de carga. Ferreira indicou que a empresa está a desenvolver obras, mas estas não tiveram início até ao momento.
Ferreira anunciou uma reunião prevista para quarta-feira em Lisboa com a presidente da ANAC, Ana Vieira de Matos, para definir uma solução que permita manter os voos diretos entre Lisboa e Horta, com garantias de segurança e mobilidade para residentes e visitantes.
As ligações entre Lisboa e Horta permanecem divergindo para o Aeroporto do Pico desde segunda-feira, obrigando viagens entre Faial e Pico para os passageiros. A situação tem gerado episódios de descontentamento nas redes sociais, pela limitação de mobilidade turística e local.
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