- O primeiro-ministro cessante, Robert Golob, admitiu na segunda-feira não ter conseguido formar uma coligação governamental na Eslovénia.
- Golob afirmou que o seu partido conquistou 29 assentos, abrindo caminho para Janez Janša tentar formar o governo; o SDS ficou com 28 lugares no parlamento de noventa.
- Janez Janša, de 67 anos, rejeitou negociações de coligação e disse não ter pressa, disposto a novas eleições se for necessário.
- O SDS afirmou não estar a formar governo neste momento e pretende concentrar-se na constituição do parlamento, avaliando o que é mais adequado para o país.
- A presidente Nataša Pirc Musar tem de apresentar ao parlamento um primeiro-ministro designado no prazo de 30 dias a contar da sessão inaugural de 10 de abril; se não houver maioria, seguem-se 10 dias para um novo candidato.
Robert Golob, primeiro-ministro cessante da Eslovénia, admitiu na segunda-feira que não conseguiu formar uma coligação governamental. A notícia vem após a sessão com a presidente Nataša Pirc Musar. Golob revela ter tentado acordos entre partidos de centro e não ter encontrado parceiros suficientes.
O anúncio abre caminho ao segundo mais votado, Janez Janša, para tentar formar o governo. Golob obteve uma maioria mínima com o seu partido, enquanto o SDS de Janša ficou com 28 assentos num parlamento de 90 lugares. Janša recusou negociações para coligação, mantendo a posição de que não há pressa.
Golob afirmou que pretende iniciar a oposição e que está aberto a novas eleições, se necessário. Ao comentar a falta de apoio, o líder liberal indicou que não houve acordo com forças de centro-direita para uma coligação estável.
Janša reiterou que não está a formar governo neste momento, destacando o objetivo de agir de forma responsável pelo país. O SDS disse estar pronto para novas eleições, caso seja essa a decisão mais acertada para a nação.
No início do mês, a sessão inaugural do parlamento elegeu um presidente, ligado a um movimento antissistema, com apoio de conservadores de Janša e de um aliado. A presidente Nataša Pirc Musar tem 30 dias a partir de 10 de abril para propor um primeiro-ministro designado.
Se o candidato não obtiver maioria, surgem outros prazos para propor alternativas. A lei prevê um novo período de 10 dias para que os partidos apresentem um novo candidato, caso a votação falhe.
Entre na conversa da comunidade