- O futuro primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, anunciou numa conferência de imprensa após a primeira reunião do grupo parlamentar do partido Tisza que nomeou sete ministros, totalizando dezoito ministérios.
- Magyar abordou questões de política externa, incluindo a visita do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, à Hungria na semana passada.
- Sobre o oleoduto Druzhba, Magyar afirmou que, se for adequado para transporte de petróleo, deverá ser aberto, com garantias de fornecimento russo; advertiu que não haverá chantagem e que a Europa não aceitará retrocessos.
- Sobre o desbloqueio de fundos da União Europeia, Magyar disse que muitas condições já não são cumpríveis, destacando quatro áreas prioritárias, incluindo luta contra a corrupção e liberdade de imprensa, para cumprir o que a UE espera.
- Magyar indicou que espera assinar um acordo político com a Comissão Europeia entre 15 e 20 de maio e alterar legislação até 31 de maio para permitir a transferência dos fundos, citando avanços em até três meses.
Péter Magyar, líder do partido Tisza e potencial futuro primeiro-ministro, deu uma conferência de imprensa na segunda-feira, após a primeira reunião do grupo parlamentar do partido. Anunciou que o governo terá 16 ministérios, designando sete para já, e abordou questões de política externa. Na mesma ocasião, reforçou sinais de cooperação com aliados da região.
O líder húngaro também revelou que recebeu um convite do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para visitar Budapeste na semana passada. Sobre a saída da Hungria da União Europeia, Magyar indicou que pretende manter o país na NATO e na UE, suspendendo o processo de retirada e mantendo o foco em manter relações com parceiros internacionais.
Questionado sobre o tema do oleoduto Druzhba, Magyar respondeu de forma firme: se o Druzhba é adequado para o transporte de petróleo, o sistema deverá ser reativado, desde que haja garantias de fornecimento estáveis. Acerca de eventual pressão externa, afirmou que a Hungria não cederá a pressões nem chantagens e que a Europa também não voltará atrás em negociações previamente acordadas.
Questão do oleoduto Druzhba
Ao ser questionado pelo Financial Times sobre uma possível sugestão do presidente ucraniano de reabrir o Druzhba para permitir o petróleo russo, Magyar disse que não houve conversas diretas por telefone e reiterou que o tema não deve ser tratado como jogo político. O futuro chefe do governo indicou ainda que recebeu informações sobre avanços nos próximos dias, mas recusou qualquer tentativa de chantagem. Afirmou que a reabertura deve seguir acordos já estabelecidos, sem prejudicar a cooperação europeia.
Orbán já mencionou a possibilidade de retomar entregas pelo Druzhba, mas tais operações ainda não começaram. A posição de Magyar é de que a decisão devebasear-se em negócios transparentes e em compromissos previamente negociados entre a Hungria e parceiros europeus.
Desbloqueio de fundos europeus
Magyar abordou o desbloqueio de fundos da UE, defendendo que algumas condições já não são aplicáveis e que precisam de restabelecimento. Identificou quatro áreas com potencial de conformidade, incluindo combate à corrupção e independência de imprensa, apontando que estes domínios seguem o que a Comissão Europeia espera.
O líder do Tisza afirmou que, num prazo de cerca de três meses, poderia avançar com progresso que, segundo ele, o governo anterior não conseguiu alcançar em três anos. Pediu à Comissão Europeia que suspenda multas associadas à quotas de refugiados e indicou disponibilidade para manter contato diário com a Comissão, visando um acordo político entre 15 e 20 de maio e uma alteração legislativa até 31 de maio para facilitar a transferência de fundos.
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