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Silvia Salis, autarca e ex-atleta olímpica, apelidada de anti-Meloni

Autarca de Génova, ex-atleta olímpica, ganha peso político e surge como possível rival de Meloni nas legislativas de 2027

Silvia Salis ao lado da DJ belga Charlotte Witte, numa actuação em Génova
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  • Silvia Salis, de 40 anos, é a presidente da Câmara de Génova eleita em maio de 2025 com apoio de partidos de esquerda, substituindo oito anos de governação de direita.
  • Sem filiação partidária, venceu Pietro Piciocchi na primeira volta, com pouco mais de cinquenta por cento dos votos.
  • É ex-atleta olímpica (lança do martelo) e, em novembro de 2026, é apontada como possível rival de Giorgia Meloni nas legislativas de 2027.
  • Acompanhada de protestos pela paz e de apoio a trabalhadores portuários, Salis já defendia políticas a favor dos trabalhadores e da inclusão de minorias, incluindo um gabinete de combate à discriminação.
  • Em entrevista à Bloomberg, não descartou concorrer contra Meloni caso seja convidada pelo centro-esquerda; é apelidada pela reportagem de “anti-Meloni”.

Silvia Salis, 40 anos, é a atual presidente da Câmara de Génova. Eleita em Maio de 2025 pela coligação de centro-esquerda, tornou-se na primeira mulher a liderar o município após oito anos de governação da direita. Não está ligada a um partido, mas contou com o apoio de Partido Democrático e Movimento 5 Estrelas.

A autarca foi atleta olímpica de lançamento do martelo e, antes da política, integrou o Comité Olímpico Italiano como vice-presidente desde 2021. Através da sua carreira desportiva, Salis também passou por modalidades como o salto em comprimento.

No terreno político, Salis tem vindo a ganhar peso mediático. Em entrevista à Bloomberg, citada pela ANSA, não fechou a porta a concorrer às legislativas de 2027 contra Giorgia Meloni, caso seja convidada pelos partidos de centro-esquerda. A imprensa apelida-a de “anti-Meloni”.

Paralelamente, a governança de Meloni tem enfrentado sinais de desgaste. Em Março houve derrota numa reforma da justiça votada em Itália e, em Abril, três membros do Governo pediram demissão. O ambiente internacional também trouxe tensão entre Roma e Washington, com críticas de Donald Trump à líder italiana.

Ainda em Génova, Salis já assumiu medidas de inclusão. Entre essas medidas, destacou-se um salário mínimo para contratos municipais e a criação de um gabinete para promover a igualdade e combater a discriminação, incluindo a comunidade LGBTI+.

No plano público, a recente atuação de Salis inclui ações junto de trabalhadores portuários e apoio a posições contrárias ao envio de armamento para Israel, refletindo o seu posicionamento em temas humanitários e laborais.

Em Génova, Salis afirma estar satisfeita com o cargo e reforça o compromisso de servir a cidade durante o mandato de cinco anos, conforme declarou à ANSA.

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