- O Chega requereu uma nova audição presencial de Cristina Vaz Tomé, ex-secretária de Estado da Gestão da Saúde, na comissão parlamentar de inquérito ao INEM.
- O pedido baseia-se em contradições identificadas no depoimento dado na quinta-feira e considerado insuficiente para apurar a verdade e as responsabilidades.
- A CPI deverá apreciar o requerimento e, na próxima semana, ouve o chefe de gabinete da ex-secretária, a ministra da Saúde e dois familiares de vítimas da greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar no final de 2024.
- Cristina Vaz Tomé disse não ter recebido qualquer comunicação formal sobre pré-avisos da greve e que o STEPH nunca a contactou, apesar do relatório da IGAS indicar aviso enviado ao seu gabinete em 9 de outubro de 2024.
- Entre 30 de outubro e 4 de novembro de 2024 houve 12 mortes durante a greve, três das quais associadas a atrasos no socorro, segundo a IGAS.
O grupo parlamentar do Chega pediu uma nova audição presencial de Cristina Vaz Tomé, antiga secretária de Estado da Gestão da Saúde, na CPI ao INEM. O requerimento visa esclarecer contradições identificadas no depoimento de quinta-feira. A medida segue-se a críticas do Chega à qualidade das respostas.
Segundo o partido, as contradições são insuficientes para apurar a verdade política e técnica associada ao caso. A CPI ao INEM vai analisar a atuação do instituto durante a greve de técnicos de emergência pré-hospitalar no final de 2024.
O requerimento será apreciado pela CPI, que na próxima semana ouvirá o chefe de gabinete de Cristina Vaz Tomé, Gustavo Namorado de Carvalho, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e dois familiares de vítimas da greve.
Contexto da CPI ao INEM
Cristina Vaz Tomé disse que não recebeu comunicação formal sobre pré-avisos da greve nem foi contactada pelo presidente do STEPH para discutir serviços mínimos. A deputada afirmou ainda não ter conhecimento de informações sobre a greve até regressar do Brasil, em 2 de novembro.
O relatório da IGAS indica que o aviso prévio da greve foi enviado, no entanto, ao gabinete ministerial da secretária, no dia 9 de outubro de 2024. Entre 30 de outubro e 4 de novembro registaram-se 12 mortes associadas a atrasos no socorro, segundo a IGAS.
A CPI, composta por 24 deputados, foi criada em julho do ano passado para apurar responsabilidades políticas, técnicas e financeiras relativas ao INEM. O foco inclui a atuação do instituto durante a greve de 2024 e a relação entre tutelas políticas e o INEM desde 2019.
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