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Extrema-direita no Peru oferece dinheiro por provas de fraude ou sabotagem

Extrema-direita no Peru oferece vinte mil soles a funcionários para apresentarem provas de fraude, enquanto observadores rejeitam irregularidades sistémicas

Rafael López Aliaga dirige-se aos seus apoiantes enquanto as autoridades prosseguem a recontagem dos votos dois dias após as eleições. Lima, Peru, terça-feira, 14 de abril de 2026.
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  • Rafael López Aliaga, candidato da extrema-direita, ofereceu uma recompensa de 20 mil soles (cerca de 5 mil euros) a funcionários eleitorais que apresentem provas de alegadas fraudes, com garantias de confidencialidade.
  • O pedido foi feito para recolher informações de forma anónima, acompanhado de exigências de detenção dos responsáveis pela organização das eleições e da suspensão da proclamação dos resultados.
  • As acusações surgem numa votação com contagem de votos apertada, em que Roberto Sánchez, candidato de esquerda, lidera a corrida e nenhum concorrente atingiu os 50 por cento para vencer na primeira volta.
  • Observadores internacionais, incluindo a missão da União Europeia, disseram não haver provas de irregularidades sistémicas, embora tenham reconhecido problemas logísticos.
  • As eleições, realizadas a 12 de abril, apresentaram atrasos na abertura de assembleias; a segunda volta está prevista para 7 de junho, num contexto de grande fragmentação política no Peru.

O candidato ultraconservador Rafael López Aliaga ofereceu uma recompensa de 20 mil soles aos trabalhadores dos órgãos eleitorais que apresentem provas de alegadas fraudes nas eleições gerais peruanas. A proposta foi feita de forma confidencial, com garantia de absoluta confidencialidade, e dirigida a quem pudesse contribuir com informações anónimas.

Aliaga também pediu que as informações fossem entregues de forma anónima, alegando irregularidades no processo eleitoral e exigindo medidas como a detenção de responsáveis pela organização das eleições e a suspensão da proclamação dos resultados. A iniciativa surge após ficar atrás de Roberto Sánchez na contagem inicial.

As eleições, realizadas a 12 de abril, enfrentaram problemas logísticos, com atrasos no funcionamento de várias assembleias de voto. A contagem aponta para uma segunda volta marcada para 7 de junho, uma vez que nenhum candidato atingiu 50% dos votos na primeira volta.

Até ao momento, organizações nacionais e internacionais indicam ausência de irregularidades sistémicas. Observadores da UE apontaram que não há elementos objetivos para sustentar uma fraude concordante com as acusações, apesar de reconhecerem falhas como 13 assembleias que não abriram.

Contexto e observação internacional

Apesar dos problemas logísticos, instituições como a Procuradoria-Geral da República e o Provedor de Justiça indicaram que a votação decorreu de forma ordenada. O Peru enfrenta forte fragmentação política, com mais de 30 candidatos e elevada volatilidade.

O país vive uma crise política recente, com vários presidentes desde 2016 e tensões entre Executivo e Congresso. A contagem de votos permanece em curso, com a confirmação de resultados a aguardar a totalização.

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